SOP: Critérios Diagnósticos do Consenso de Rotterdam

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 28 anos procura atendimento ambulatorial apresentando ciclos oligoamenorreicos. Ao exame físico, apresenta acantose nigricans e hirsutismo. Os exames laboratoriais demonstram prolactina, tiroxina livre (T4), hormônio estimulador da tireoide (TSH), hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH) com valores normais, porém com relação LH/FSH aumentada. Segundo o consenso de Rotterdam, os critérios para diagnóstico de síndrome de ovários policísticos encontrados nesse caso são:

Alternativas

  1. A) ciclos oligoamenorreicos e hirsutismo
  2. B) hirsutismo e aumento de relação LH/FSH
  3. C) ciclos oligoamenorreicos e acantose nigricans
  4. D) acantose nigricans e aumento de relação LH/FSH

Pérola Clínica

Diagnóstico SOP (Rotterdam) = 2 de 3: Oligo/anovulação, Hiperandrogenismo (clínico/bioquímico), Ovários policísticos USG.

Resumo-Chave

O Consenso de Rotterdam estabelece que o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: oligo-ovulação ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo e ovários policísticos à ultrassonografia. No caso, oligoamenorreia e hirsutismo preenchem dois desses critérios.

Contexto Educacional

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum em mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 5-10% delas. Caracteriza-se por uma constelação de sintomas que incluem irregularidades menstruais, hiperandrogenismo e alterações metabólicas. O diagnóstico preciso é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações a longo prazo. A fisiopatologia da SOP é complexa e multifatorial, envolvendo resistência à insulina, disfunção hipotalâmico-hipofisária e produção excessiva de androgênios ovarianos. A resistência à insulina leva à hiperinsulinemia, que estimula a produção de androgênios pelos ovários e diminui a síntese hepática de SHBG, aumentando os níveis de androgênios livres. O tratamento da SOP é individualizado e visa aliviar os sintomas e prevenir complicações. Inclui mudanças no estilo de vida (dieta e exercício), contraceptivos orais para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, metformina para resistência à insulina e indutores de ovulação para infertilidade. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a SOP aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer de endométrio.

Perguntas Frequentes

Quais são os três critérios do Consenso de Rotterdam para o diagnóstico de SOP?

Os três critérios são: oligo-ovulação ou anovulação (ciclos menstruais irregulares), sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, testosterona elevada) e ovários policísticos à ultrassonografia.

A acantose nigricans é um critério diagnóstico para SOP?

Não, a acantose nigricans não é um critério diagnóstico direto para SOP. Ela é um sinal de resistência à insulina, condição frequentemente associada à SOP, mas não faz parte dos critérios de Rotterdam.

Qual a importância da relação LH/FSH na SOP?

Embora a relação LH/FSH aumentada seja um achado comum na SOP, refletindo a disfunção hormonal, ela não é um critério diagnóstico isolado no Consenso de Rotterdam. O diagnóstico se baseia em critérios clínicos e ultrassonográficos.

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