SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Sobre a síndrome de ovários policísticos, é incorreto afirmar que:
SOP: diagnóstico diferencial inclui hiperandrogenismo de outras causas (adrenal/ovariana), não Síndrome de Lynch 2.
A Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino complexo, e seu diagnóstico diferencial é crucial para excluir outras causas de hiperandrogenismo e irregularidades menstruais. Condições como hiperplasia adrenal congênita, tumores secretores de androgênios (ovariano ou adrenal) e Síndrome de Cushing são diferenciais importantes. A Síndrome de Lynch 2, no entanto, é uma condição genética associada a câncer colorretal hereditário e não faz parte do diagnóstico diferencial da SOP.
A Síndrome de Ovários Policísticos (SOP) é o distúrbio endócrino mais comum em mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 5-10% delas. Caracteriza-se por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística, sendo uma das principais causas de infertilidade anovulatória. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas reprodutivos e estéticos, mas também no aumento do risco de comorbidades metabólicas e cardiovasculares. A fisiopatologia da SOP é multifatorial, envolvendo resistência à insulina, hiperinsulinemia compensatória, disfunção hipotalâmico-hipofisária e aumento da produção de androgênios pelos ovários e, em menor grau, pelas adrenais. O diagnóstico é feito pelos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados principais (oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, ovários policísticos à ultrassonografia), após exclusão de outras causas. É crucial realizar um diagnóstico diferencial rigoroso para afastar condições como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores secretores de androgênios, Síndrome de Cushing, hipotireoidismo e hiperprolactinemia. O tratamento da SOP é individualizado e visa aliviar os sintomas e reduzir os riscos a longo prazo. Inclui modificações no estilo de vida (dieta e exercícios), contraceptivos orais combinados para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, e sensibilizadores de insulina (como metformina) para melhorar a resistência à insulina e promover a ovulação. A presença e atividade da 5-alfa-redutase na pele são determinantes para a manifestação do hirsutismo, e a Síndrome de Lynch 2, mencionada na alternativa incorreta, é uma condição genética associada a câncer colorretal e não tem relação com a SOP.
Os critérios de Rotterdam (2 de 3) incluem: oligo ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras etiologias.
Os principais diferenciais são hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores secretores de androgênios (ovariano ou adrenal), Síndrome de Cushing, hipotireoidismo e hiperprolactinemia, que podem mimetizar os sintomas da SOP.
Sensibilizadores de insulina (ex: metformina) melhoram a resistência à insulina, reduzindo o hiperandrogenismo e promovendo a ovulação. Contraceptivos orais combinados diminuem a produção de androgênios e regulam o ciclo menstrual, além de tratar o hirsutismo.
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