HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
No que diz respeito à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), é INCORRETO afirmar:
SOP: diagnóstico por exclusão + critérios de Rotterdam. DHEA/Androstenediona/DHT → úteis para diferenciais, mas não primários.
A afirmação A é incorreta porque, embora o diagnóstico de SOP seja por exclusão de outras causas de hiperandrogenismo e disfunção ovulatória, a dosagem de DHEA, Androstenediona e Dihidrotestosterona não são os exames primários para afastar diferenciais. Testosterona total e livre são mais relevantes. A SOP é diagnosticada pelos critérios de Rotterdam (2 de 3: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico/laboratorial, ovários policísticos na ultrassonografia).
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino complexo e heterogêneo, sendo a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 5-10%. Caracteriza-se por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística, com impacto significativo na saúde reprodutiva, metabólica e psicossocial das pacientes. O diagnóstico é feito pelos critérios de Rotterdam, após exclusão de outras condições. A fisiopatologia da SOP é multifatorial, com a resistência à insulina desempenhando um papel fundamental, mesmo em pacientes não obesas. O hiperinsulinismo compensatório estimula a produção de androgênios pelos ovários e glândulas adrenais, além de reduzir a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), elevando a testosterona livre. Isso leva aos sintomas de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia) e disfunção ovulatória (oligo/amenorreia). O manejo da SOP é individualizado e visa tratar os sintomas predominantes. Para pacientes sem desejo de gravidez, os anticoncepcionais orais combinados são a primeira escolha para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo. A metformina pode ser usada para resistência à insulina. É crucial que o residente saiba realizar o diagnóstico diferencial e oferecer um plano de tratamento abrangente, considerando as diversas manifestações da síndrome.
Os critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo-ovulação ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
A resistência à insulina é um fator central na SOP, levando a hiperinsulinismo compensatório. A insulina elevada estimula a produção ovariana de androgênios e diminui a síntese hepática de SHBG, aumentando os níveis de testosterona livre e exacerbando o hiperandrogenismo.
Os anticoncepcionais orais combinados são a primeira linha de tratamento para pacientes com SOP sem desejo de gravidez, pois regulam o ciclo menstrual, reduzem os níveis de androgênios (diminuindo hirsutismo e acne) e protegem o endométrio contra hiperplasia.
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