SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
A síndrome do ovário policístico (SOP) é um distúrbio endócrino mais comum nas mulheres em idade reprodutiva e a causa mais comum de infertilidade em mulheres. Frequentemente se manifesta durante a adolescência e é caracterizada por disfunção ovulatória e hiperandrogenismo. O diagnóstico de SOP tem implicações ao longo da vida com risco aumentado para síndrome metabólica, diabetes mellitus tipo 2 e, possivelmente, doença cardiovascular e carcinoma endometrial. Sobre a fisiopatologia desse processo, é correto afirmar que:
SOP: Hiperinsulinemia → ↓ SHBG hepática → ↑ testosterona livre → hiperandrogenismo.
A resistência à insulina e a consequente hiperinsulinemia compensatória são centrais na fisiopatologia da SOP. A insulina elevada inibe a produção hepática de SHBG, aumentando a fração livre e biologicamente ativa dos androgênios, o que contribui para o hiperandrogenismo e a disfunção ovulatória.
A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é o distúrbio endócrino mais comum em mulheres em idade reprodutiva e a principal causa de infertilidade anovulatória. Caracterizada por disfunção ovulatória e hiperandrogenismo, sua prevalência é significativa, impactando a saúde reprodutiva e metabólica feminina. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para mitigar suas complicações a longo prazo. A fisiopatologia da SOP é complexa e multifatorial, com a resistência à insulina e a hiperinsulinemia compensatória desempenhando um papel central. A insulina elevada atua diretamente nos ovários, estimulando a produção de androgênios, e no fígado, inibindo a síntese da globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG). A redução da SHBG resulta em um aumento da fração livre e biologicamente ativa da testosterona, exacerbando o hiperandrogenismo. Este ciclo vicioso contribui para a anovulação crônica e os sintomas clínicos da síndrome. O tratamento da SOP é individualizado e visa abordar os sintomas específicos e os riscos metabólicos. Inclui modificações no estilo de vida (dieta e exercício) para melhorar a sensibilidade à insulina, contraceptivos orais para regular o ciclo menstrual e tratar o hiperandrogenismo, e medicamentos como a metformina para a resistência à insulina. O manejo da infertilidade pode envolver indutores de ovulação. A vigilância para diabetes tipo 2, dislipidemia e carcinoma endometrial é fundamental.
A resistência à insulina leva à hiperinsulinemia compensatória, que por sua vez inibe a produção hepática de SHBG, aumentando os níveis de testosterona livre e contribuindo para o hiperandrogenismo.
O hiperandrogenismo pode se manifestar clinicamente como hirsutismo, acne, alopecia androgênica e, em casos mais graves, virilização. Laboratorialmente, há aumento dos níveis de androgênios séricos.
A SOP aumenta o risco de síndrome metabólica, diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e carcinoma endometrial devido à anovulação crônica e hiperestrogenismo sem oposição.
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