Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
A síndrome do ovário policístico (SOP), ou anovulação hiperandrogênica, é uma afecção comum entre as mulheres com ciclos menstruais irregulares. Sobre essa patologia, é correto afirmar:
SOP → ↑ risco de abortamento precoce e comorbidades metabólicas; LH/FSH ↑, não FSH/LH.
A SOP é uma endocrinopatia complexa associada a hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e resistência à insulina. Mulheres com SOP que engravidam têm maior risco de abortamento precoce e complicações gestacionais devido a fatores metabólicos e hormonais.
A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma das endocrinopatias mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais. Sua fisiopatologia envolve hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e resistência à insulina, manifestando-se clinicamente por irregularidades menstruais, infertilidade, hirsutismo, acne e obesidade. O diagnóstico da SOP é feito pelos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras condições com sintomas semelhantes, como hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana, síndrome de Cushing e tumores produtores de androgênios. Mulheres com SOP enfrentam desafios significativos, incluindo um risco aumentado de abortamento precoce, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia quando engravidam. O manejo é individualizado, focando na melhora dos sintomas, prevenção de complicações metabólicas e reprodutivas, e inclui mudanças no estilo de vida, contraceptivos orais, sensibilizadores de insulina e tratamentos para infertilidade. Residentes devem estar cientes da complexidade da SOP e de suas implicações a longo prazo.
Os critérios de Rotterdam (os mais usados) exigem a presença de pelo menos dois dos três: oligo/anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
Na SOP, há um aumento da frequência e amplitude dos pulsos de GnRH, levando a uma secreção preferencial de LH em detrimento do FSH. Isso resulta em uma relação LH:FSH elevada (>2:1 ou >3:1), que contribui para a anovulação e o hiperandrogenismo.
A SOP está fortemente associada à resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, esteatose hepática não alcoólica, apneia do sono e maior risco de câncer de endométrio.
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