SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022
Jonas vem à consulta de demanda espontânea hoje. É um paciente de 24 anos, hígido e não usa medicações. Mostra-se preocupado, pois após trabalhar em frente ao computador foi ficando com o olho vermelho. Conta que geralmente tem uma sensação de ardor nos olhos que piora no inverno. Nega secreção ocular, nega dor nos olhos, nega prurido, mas relata algum embaçamento visual que melhora ao piscar bastante. Assinale a alternativa mais adequado perante o caso:
Olho vermelho + ardor + embaçamento que melhora ao piscar + sem secreção/prurido → Olho seco.
O quadro de olho seco é comum e se manifesta com sintomas como ardor, sensação de corpo estranho, vermelhidão e embaçamento visual que melhora com o piscar. A ausência de secreção purulenta e prurido intenso ajuda a diferenciá-lo de conjuntivites infecciosas ou alérgicas.
A síndrome do olho seco é uma condição multifatorial da superfície ocular caracterizada pela perda da homeostase do filme lacrimal, acompanhada por sintomas oculares, nos quais a instabilidade e a hiperosmolaridade do filme lacrimal, a inflamação e o dano da superfície ocular e as anormalidades neurosensoriais desempenham papéis etiológicos. É uma das queixas oftalmológicas mais comuns, especialmente em indivíduos que trabalham com computadores ou em ambientes secos. Os sintomas incluem ardor, sensação de corpo estranho, vermelhidão, fotofobia e embaçamento visual que tipicamente melhora com o piscar. A ausência de secreção purulenta e de prurido intenso ajuda a diferenciá-lo de conjuntivites infecciosas ou alérgicas. Fatores de risco incluem idade avançada, uso de lentes de contato, doenças autoimunes (como artrite reumatoide e Síndrome de Sjögren), uso de certos medicamentos e exposição prolongada a telas digitais. O manejo do olho seco é geralmente conservador e focado no alívio dos sintomas e na proteção da superfície ocular. A conduta inicial envolve a educação do paciente sobre a condição, a modificação de fatores ambientais e comportamentais, e a prescrição de colírios lubrificantes (lágrimas artificiais). Em casos mais graves, podem ser indicados colírios anti-inflamatórios, oclusão de pontos lacrimais ou outras terapias específicas.
Os sintomas incluem sensação de areia ou corpo estranho, ardência, vermelhidão, fotofobia, visão embaçada que melhora com o piscar e, paradoxalmente, lacrimejamento reflexo em alguns casos.
O olho seco geralmente não apresenta secreção purulenta (bacteriana) ou prurido intenso (alérgica/viral). O embaçamento visual que melhora ao piscar é um forte indicativo de olho seco, assim como a piora em ambientes secos ou com uso de computador.
A conduta inicial envolve a orientação sobre a benignidade do quadro, a identificação e modificação de fatores de risco (uso prolongado de telas, ambientes secos) e a prescrição de colírio lubrificante (lágrimas artificiais) sem conservantes.
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