HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
A síndrome de Ogilvie (Pseudo-obstrução colônica aguda) ocorre na ausência de lesões anatômicas intestinais e está associada a patologias de fora do trato gastrointestinal. Entre os sinais e sintomas da Síndrome de Ogilvie, o que predomina é:
Síndrome de Ogilvie → distensão abdominal maciça sem obstrução mecânica, comum em pacientes críticos ou pós-operatório.
A Síndrome de Ogilvie é uma dismotilidade colônica aguda, caracterizada por dilatação maciça do cólon, principalmente ceco e cólon direito. Ocorre por um desequilíbrio autonômico (excesso simpático ou déficit parassimpático), sem uma barreira física real.
A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução colônica aguda, é uma condição clínica grave caracterizada por uma dilatação maciça do cólon na ausência de qualquer obstrução mecânica. É mais comum em pacientes hospitalizados, idosos, com comorbidades graves, ou no pós-operatório de cirurgias de grande porte (especialmente cardíacas e ortopédicas), sendo a distensão abdominal o sintoma predominante e mais marcante. A fisiopatologia não é completamente elucidada, mas acredita-se que envolva um desequilíbrio do sistema nervoso autônomo, com supressão da inervação parassimpática sacral (S2-S4), responsável pela motilidade do cólon esquerdo, e/ou um excesso de tônus simpático. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem, como radiografia simples de abdome e, idealmente, tomografia computadorizada com contraste, que demonstra a dilatação colônica e, crucialmente, exclui uma causa mecânica de obstrução. O tratamento visa descomprimir o cólon e prevenir a perfuração. A abordagem inicial é de suporte. Se não houver resposta, a terapia farmacológica com neostigmina (um inibidor da acetilcolinesterase) é eficaz em muitos casos. Para pacientes refratários ou com contraindicações à neostigmina, a descompressão colonoscópica pode ser realizada. A cirurgia é reservada para casos de falha do tratamento conservador ou na presença de complicações como isquemia ou perfuração.
O sinal predominante é a distensão abdominal maciça e progressiva, muitas vezes desproporcional a outros sintomas como dor, náuseas ou vômitos. A parada de eliminação de flatos e fezes é comum, e os ruídos hidroaéreos podem estar diminuídos ou ausentes.
O manejo inicial é conservador, incluindo jejum, hidratação venosa, correção de distúrbios eletrolíticos e descompressão com sonda nasogástrica. Se não houver melhora em 24-48 horas, a neostigmina intravenosa é a terapia farmacológica de escolha.
A complicação mais temida é a perfuração do ceco por isquemia, que ocorre quando seu diâmetro ultrapassa 10-12 cm. O monitoramento é feito com radiografias abdominais seriadas para medir o diâmetro cecal e avaliar a necessidade de descompressão colonoscópica ou cirurgia.
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