ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 81 anos, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência cardíaca congestiva, é internado para tratamento de pneumonia. Após alguns dias de tratamento com antibióticos e repouso no leito, ele começa a apresentar distensão abdominal significativa, dor leve e náuseas, mas sem vômitos. Não apresenta sinais clínicos de peritonite aos exames físico e laboratorial. Radiografias do abdômen mostram dilatação importante dos cólons, principalmente no ceco e cólon ascendente, porém sem evidência de obstrução mecânica.Diante desse quadro clínico, o diagnóstico mais provável e a melhor abordagem inicial para o manejo desse paciente são, respectivamente:
Síndrome de Ogilvie: dilatação colônica sem obstrução mecânica em paciente grave/acamado → Neostigmina ou descompressão.
A Síndrome de Ogilvie é uma pseudo-obstrução colônica aguda que ocorre em pacientes gravemente enfermos ou acamados, caracterizada por dilatação significativa do cólon sem causa mecânica. O tratamento inicial pode incluir neostigmina para estimular a motilidade.
A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução colônica aguda, é uma condição caracterizada por dilatação maciça do cólon na ausência de obstrução mecânica. Geralmente afeta pacientes idosos, gravemente enfermos, acamados, ou com comorbidades como DPOC e insuficiência cardíaca, frequentemente após cirurgias, traumas ou uso de certos medicamentos. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica de distensão abdominal, dor leve e náuseas, sem sinais de peritonite, e confirmado por exames de imagem (radiografia, TC de abdômen) que mostram dilatação colônica, especialmente do ceco e cólon ascendente, sem evidência de obstrução mecânica. A colonoscopia pode ser necessária para excluir obstrução. O manejo inicial inclui medidas conservadoras como suspensão de medicamentos que afetam a motilidade, mobilização precoce, correção de distúrbios eletrolíticos e descompressão nasogástrica. Se a dilatação persistir ou for progressiva, a neostigmina intravenosa é a terapia farmacológica de escolha. Em casos refratários ou com risco de perfuração, a descompressão colonoscópica pode ser indicada.
Os critérios incluem dilatação colônica significativa (especialmente ceco > 9-12 cm) em radiografias ou TC, ausência de obstrução mecânica confirmada por exames de imagem e colonoscopia, e presença de fatores precipitantes como doença grave ou imobilização.
A neostigmina é um inibidor da acetilcolinesterase que aumenta a motilidade colônica. É utilizada em casos de dilatação progressiva ou refratária a medidas conservadoras, promovendo a descompressão do cólon.
A diferenciação é feita pela ausência de sinais de peritonite, ausência de vômitos intensos, e exames de imagem que mostram dilatação colônica sem um ponto de obstrução mecânica, ao contrário de volvo ou bridas.
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