Síndrome de Ogilvie: Diagnóstico e Conduta no Pós-Operatório

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026

Enunciado

Mulher 70 anos, em pos operatório de fratura de fêmur após queda da própria altura e uso de analgésicos regulares, evolui com dor abdominal, distensão importante com parada de eliminação de fezes. Nunca realizou colonoscopia e possui abdominoplastia prévia. A hipótese mais provável é:

Alternativas

  1. A) Adenocarcinoma de colon.
  2. B) Síndrome de ogilve.
  3. C) Megacólin toxico.
  4. D) Obstrução intestinal por brida.
  5. E) Colite pseudomembranosa.

Pérola Clínica

Idoso + Pós-op ortopédico + Opioides + Distensão maciça sem obstrução mecânica = Síndrome de Ogilvie.

Resumo-Chave

A Síndrome de Ogilvie é uma pseudo-obstrução colônica aguda comum em idosos hospitalizados, frequentemente desencadeada por cirurgias, distúrbios hidroeletrolíticos ou uso de opioides.

Contexto Educacional

A Síndrome de Ogilvie resulta de um desequilíbrio na regulação autonômica do cólon, com excesso de atividade simpática ou supressão parassimpática. No contexto de fratura de fêmur em idosos, o estresse cirúrgico somado ao uso de analgésicos opioides cria o cenário perfeito para a paralisia colônica. O diagnóstico é clínico-radiológico, mostrando distensão colônica importante sem um ponto de transição obstrutivo. O reconhecimento precoce evita laparotomias brancas e foca na descompressão farmacológica ou endoscópica.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome de Ogilvie?

Também conhecida como pseudo-obstrução colônica aguda, caracteriza-se por uma dilatação maciça do cólon (especialmente o ceco e cólon ascendente) na ausência de uma obstrução mecânica anatômica. É comum em pacientes idosos com múltiplas comorbidades, trauma ou após grandes cirurgias não abdominais.

Qual o principal risco da Síndrome de Ogilvie não tratada?

O maior risco é a perfuração cecal devido à distensão excessiva. Quando o diâmetro do ceco ultrapassa 10-12 cm, o risco de isquemia da parede e perfuração aumenta drasticamente, o que eleva a mortalidade para cerca de 40-50%. O monitoramento radiológico seriado é essencial.

Como é feito o tratamento inicial?

O tratamento inicial é conservador: jejum, descompressão nasogástrica, correção de eletrólitos (K+ e Mg++), suspensão de drogas que reduzem a motilidade (opioides, anticolinérgicos) e deambulação. Se não houver melhora em 24-48h ou ceco > 12cm, a neostigmina ou descompressão colonoscópica são indicadas.

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