IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
O procedimento inicial de escolha no paciente com pseudo-obstrução do cólon ( síndrome de Ogilvie), sem sinais de complicação, é:
Síndrome de Ogilvie sem complicação → colonoscopia descompressiva é a conduta inicial de escolha.
A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução colônica aguda, é caracterizada por uma dilatação maciça do cólon sem obstrução mecânica. Em pacientes sem sinais de complicação (como isquemia ou perfuração), a colonoscopia descompressiva é o procedimento inicial de escolha para aliviar a distensão e prevenir complicações graves.
A Síndrome de Ogilvie, também conhecida como pseudo-obstrução colônica aguda, é uma condição caracterizada por uma dilatação maciça e aguda do cólon, mimetizando uma obstrução mecânica, mas na ausência de qualquer oclusão física. A fisiopatologia envolve uma disfunção do sistema nervoso autônomo entérico, levando a um desequilíbrio entre a inervação simpática e parassimpática, resultando em atonia colônica. É mais comum em pacientes hospitalizados com doenças graves, pós-operatório (especialmente cirurgias cardíacas ou ortopédicas), trauma, infecções, distúrbios metabólicos ou uso de certos medicamentos (opioides, anticolinérgicos). O diagnóstico é feito com base na apresentação clínica de distensão abdominal, dor e constipação, juntamente com exames de imagem (radiografia simples de abdome, tomografia computadorizada) que revelam dilatação colônica significativa, principalmente do ceco (geralmente > 10 cm), e a exclusão de uma obstrução mecânica por enema contrastado ou colonoscopia. A principal preocupação é o risco de perfuração cecal, que aumenta drasticamente quando o diâmetro do ceco excede 12 cm. O tratamento inicial foca em medidas conservadoras: suspensão de medicamentos que afetam a motilidade intestinal, correção de distúrbios hidroeletrolíticos, deambulação e descompressão nasogástrica. Se não houver melhora em 24-48 horas ou se o ceco estiver muito dilatado, pode-se usar neostigmina intravenosa, um inibidor da acetilcolinesterase, que estimula a motilidade colônica. Em casos refratários ou com grande risco de perfuração, a colonoscopia descompressiva é o procedimento de escolha. A cirurgia é reservada para falha das terapias conservadoras e endoscópicas, ou em casos de perfuração ou isquemia intestinal.
A Síndrome de Ogilvie é diagnosticada pela presença de dilatação colônica maciça (geralmente > 6-10 cm no ceco) em exames de imagem, sem evidência de obstrução mecânica em estudos contrastados ou colonoscopia, e associada a fatores precipitantes como cirurgia recente, trauma, infecção ou uso de certos medicamentos.
A colonoscopia descompressiva é indicada em pacientes com Síndrome de Ogilvie que não respondem ao tratamento conservador (suspensão de medicamentos, correção de distúrbios eletrolíticos, deambulação) e que não apresentam sinais de isquemia ou perfuração colônica, especialmente se o diâmetro cecal for > 10-12 cm.
O tratamento inicial inclui medidas conservadoras e, se necessário, farmacoterapia com neostigmina. Se estas falharem, a colonoscopia descompressiva é o próximo passo. A cirurgia (colectomia ou colostomia) é reservada para casos refratários ou com complicações como perfuração ou isquemia.
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