Síndrome de Ogilvie: Diagnóstico, Fisiopatologia e Tratamento

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Em relação à Síndrome de Ogilvie (pseudo-obstrução intestinal aguda) assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Está associada a várias doenças, sejam elas traumáticas, obstétricas, cirúrgicas, cardiorrespitatórias, neurológicas, entre outras.
  2. B) O diagnóstico é feito por exclusão, com diagnóstico diferencial de carcinoma, aderências, dilatação gástrica aguda, impactação fecal, vólvulo e isquemia mesentérica.
  3. C) A teoria mais aceita para explicar a sua fisiopatologia refere-se à excessiva supressão parassimpática, estimulação simpática ou ambas, que resultam em atonia do cólon.
  4. D) Quando o processo obstrutivo não é interrompido, pode haver complicação do caso devido ao rompimento da parede do cólon e consequente evolução para sepse abdominal.
  5. E) A cirurgia laparoscópica é formalmente contraindicada em todos os casos.

Pérola Clínica

Síndrome de Ogilvie: Pseudo-obstrução colônica aguda por disautonomia; cirurgia laparoscópica NÃO é formalmente contraindicada em TODOS os casos.

Resumo-Chave

A Síndrome de Ogilvie é uma pseudo-obstrução intestinal aguda, caracterizada por dilatação colônica sem obstrução mecânica, geralmente por disfunção autonômica. Embora o tratamento inicial seja conservador, a cirurgia laparoscópica não é formalmente contraindicada em todos os casos, podendo ser considerada em situações específicas, como falha de tratamento clínico ou descompressão colonoscópica.

Contexto Educacional

A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução intestinal aguda, é uma condição caracterizada por uma dilatação maciça do cólon na ausência de uma obstrução mecânica. É frequentemente observada em pacientes hospitalizados com doenças graves, pós-operatório (especialmente cirurgias cardíacas, ortopédicas ou ginecológicas), trauma, sepse, distúrbios eletrolíticos ou uso de certos medicamentos. A fisiopatologia mais aceita envolve uma disfunção do sistema nervoso autônomo, com excessiva supressão parassimpática ou estimulação simpática, resultando em atonia colônica. O diagnóstico é de exclusão, exigindo a diferenciação de outras causas de obstrução, como carcinoma, aderências ou vólvulo, geralmente por meio de exames de imagem como radiografias e tomografia computadorizada. O tratamento inicial é conservador, com suporte clínico, descompressão e, em alguns casos, neostigmina. A descompressão colonoscópica é uma opção terapêutica eficaz para aliviar a distensão. A cirurgia laparoscópica não é formalmente contraindicada em todos os casos e pode ser considerada em situações de falha do tratamento conservador, risco iminente de perfuração ou quando há necessidade de explorar e descartar uma obstrução mecânica. A complicação mais temida é a perfuração do cólon, que pode levar à sepse abdominal e alta mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas associadas à Síndrome de Ogilvie?

A Síndrome de Ogilvie está associada a diversas condições, como trauma, cirurgias (especialmente cardíacas e ortopédicas), doenças cardiorrespiratórias, neurológicas e uso de certos medicamentos.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Ogilvie?

O diagnóstico é de exclusão, após afastar causas mecânicas de obstrução intestinal. É baseado em achados clínicos de distensão abdominal e radiológicos de dilatação colônica, sem evidência de obstrução.

Qual o tratamento inicial para a Síndrome de Ogilvie?

O tratamento inicial é conservador, incluindo descompressão nasogástrica, suspensão de medicamentos que afetam a motilidade, correção de distúrbios eletrolíticos e, se necessário, neostigmina ou descompressão colonoscópica.

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