HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Em relação à Síndrome de Ogilvie (pseudo-obstrução intestinal aguda) assinale a alternativa INCORRETA:
Síndrome de Ogilvie: Pseudo-obstrução colônica aguda por disautonomia; cirurgia laparoscópica NÃO é formalmente contraindicada em TODOS os casos.
A Síndrome de Ogilvie é uma pseudo-obstrução intestinal aguda, caracterizada por dilatação colônica sem obstrução mecânica, geralmente por disfunção autonômica. Embora o tratamento inicial seja conservador, a cirurgia laparoscópica não é formalmente contraindicada em todos os casos, podendo ser considerada em situações específicas, como falha de tratamento clínico ou descompressão colonoscópica.
A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução intestinal aguda, é uma condição caracterizada por uma dilatação maciça do cólon na ausência de uma obstrução mecânica. É frequentemente observada em pacientes hospitalizados com doenças graves, pós-operatório (especialmente cirurgias cardíacas, ortopédicas ou ginecológicas), trauma, sepse, distúrbios eletrolíticos ou uso de certos medicamentos. A fisiopatologia mais aceita envolve uma disfunção do sistema nervoso autônomo, com excessiva supressão parassimpática ou estimulação simpática, resultando em atonia colônica. O diagnóstico é de exclusão, exigindo a diferenciação de outras causas de obstrução, como carcinoma, aderências ou vólvulo, geralmente por meio de exames de imagem como radiografias e tomografia computadorizada. O tratamento inicial é conservador, com suporte clínico, descompressão e, em alguns casos, neostigmina. A descompressão colonoscópica é uma opção terapêutica eficaz para aliviar a distensão. A cirurgia laparoscópica não é formalmente contraindicada em todos os casos e pode ser considerada em situações de falha do tratamento conservador, risco iminente de perfuração ou quando há necessidade de explorar e descartar uma obstrução mecânica. A complicação mais temida é a perfuração do cólon, que pode levar à sepse abdominal e alta mortalidade.
A Síndrome de Ogilvie está associada a diversas condições, como trauma, cirurgias (especialmente cardíacas e ortopédicas), doenças cardiorrespiratórias, neurológicas e uso de certos medicamentos.
O diagnóstico é de exclusão, após afastar causas mecânicas de obstrução intestinal. É baseado em achados clínicos de distensão abdominal e radiológicos de dilatação colônica, sem evidência de obstrução.
O tratamento inicial é conservador, incluindo descompressão nasogástrica, suspensão de medicamentos que afetam a motilidade, correção de distúrbios eletrolíticos e, se necessário, neostigmina ou descompressão colonoscópica.
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