SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Quando se trata da abordagem inicial para um paciente com suspeita de pseudo- obstrução colônica aguda (Síndorme de Ogilvie) e sem evidência de obstrução mecânica, qual dentre seguintes opções abaixo é a mais adequada?
Síndrome de Ogilvie: 1º passo é manejo conservador (suspender drogas, corrigir eletrólitos, descompressão NG) após excluir obstrução mecânica.
A abordagem inicial na Síndrome de Ogilvie, após exclusão de obstrução mecânica, é sempre conservadora. Isso inclui a suspensão de fármacos que afetam a motilidade, correção de distúrbios eletrolíticos e, se necessário, descompressão nasogástrica, visando a resolução espontânea antes de intervenções mais invasivas.
A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução colônica aguda, é uma condição rara caracterizada por uma dilatação maciça do cólon na ausência de obstrução mecânica. Geralmente ocorre em pacientes hospitalizados com doenças graves, trauma, cirurgias recentes ou uso de certos medicamentos. É crucial para o residente reconhecer essa condição devido ao risco de perfuração e peritonite, que pode ser fatal. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio na inervação autonômica do cólon, com predomínio simpático ou deficiência parassimpática, levando à atonia. O diagnóstico é feito por exclusão, utilizando exames de imagem como radiografias abdominais e tomografia computadorizada para descartar obstrução mecânica. A suspeita deve surgir em pacientes com distensão abdominal e fatores de risco. O tratamento inicial é conservador, focando na correção de distúrbios eletrolíticos, suspensão de medicamentos que afetam a motilidade e descompressão nasogástrica. Se o cólon não descomprimir ou o diâmetro cecal exceder 10-12 cm, a neostigmina ou a descompressão colonoscópica podem ser consideradas. A cirurgia é reservada para casos de falha terapêutica ou complicações como perfuração.
A Síndrome de Ogilvie manifesta-se com distensão abdominal, dor, náuseas e vômitos, simulando uma obstrução intestinal mecânica, mas sem uma causa obstrutiva física.
É crucial excluir a obstrução mecânica por imagem (tomografia) antes de iniciar o tratamento da Síndrome de Ogilvie, pois a neostigmina ou descompressão colonoscópica em caso de obstrução mecânica pode levar à perfuração.
A descompressão colonoscópica é indicada na Síndrome de Ogilvie quando as medidas conservadoras falham e o diâmetro cecal excede 10-12 cm, com risco iminente de perfuração.
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