UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 70 anos, com múltiplas comorbidades, apresenta dor e distensão abdominal, náuseas, vômitos e constipação intestinal. Exame físico: peristalse diminuída. TC do abdome: dilatação do ceco de 12 cm. A principal hipótese diagnóstica é:
Distensão colônica massiva sem obstrução mecânica em paciente grave/idoso = Ogilvie.
A Síndrome de Ogilvie é uma pseudo-obstrução colônica aguda causada por desequilíbrio autonômico, comum em idosos com múltiplas comorbidades.
A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução colônica aguda, caracteriza-se por uma dilatação maciça do cólon (especialmente o ceco e cólon direito) na ausência de uma barreira mecânica. É frequentemente desencadeada por traumas, cirurgias recentes, distúrbios hidroeletrolíticos ou uso de medicações em pacientes idosos hospitalizados. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a inervação simpática e parassimpática. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem (RX ou TC) que mostram dilatação colônica sem ponto de transição. O manejo inicial inclui suporte clínico, correção de eletrólitos e descompressão por sonda retal. Casos refratários ou com dilatação extrema (>12cm) podem necessitar de neostigmina ou descompressão colonoscópica.
Um diâmetro cecal superior a 10-12 cm é considerado crítico, aumentando significativamente o risco de isquemia e perfuração espontânea, exigindo intervenção imediata.
A neostigmina (um inibidor da acetilcolinesterase) é o tratamento farmacológico de escolha para promover a motilidade colônica, devendo ser administrada sob monitorização cardíaca devido ao risco de bradicardia.
O megacólon tóxico está associado a um quadro inflamatório sistêmico grave (febre, leucocitose, sepse) decorrente de colite ulcerativa ou infecção (C. difficile), enquanto o Ogilvie é funcional/autonômico.
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