CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
É uma causa de pseudo-obstrução intestinal:
Síndrome de Ogilvie = pseudo-obstrução intestinal com dilatação colônica aguda sem causa mecânica.
A Síndrome de Ogilvie é uma condição de pseudo-obstrução intestinal caracterizada por dilatação colônica aguda e maciça na ausência de obstrução mecânica. É frequentemente associada a doenças graves, cirurgias, traumas ou uso de certos medicamentos, sendo crucial o diagnóstico diferencial para evitar intervenções desnecessárias ou tardias.
A Síndrome de Ogilvie, ou pseudo-obstrução colônica aguda, é uma condição caracterizada por dilatação maciça do cólon na ausência de obstrução mecânica. Embora rara, é crucial para residentes reconhecerem sua apresentação, pois pode levar a complicações graves como isquemia e perfuração intestinal se não tratada. Geralmente ocorre em pacientes hospitalizados com comorbidades significativas. A fisiopatologia envolve uma disfunção do sistema nervoso autônomo, resultando em desequilíbrio entre a inervação simpática e parassimpática do cólon. O diagnóstico é de exclusão, exigindo exames de imagem como radiografias abdominais e tomografia computadorizada para descartar obstrução mecânica. A suspeita deve surgir em pacientes com distensão abdominal e ausência de obstrução em exames. O tratamento visa descompressão do cólon e prevenção de complicações. Inicialmente, medidas de suporte são adotadas, como suspensão de medicamentos que afetam a motilidade e correção de distúrbios hidroeletrolíticos. Em casos de dilatação progressiva ou risco de perfuração, a neostigmina intravenosa ou a descompressão colonoscópica podem ser indicadas, exigindo monitoramento rigoroso devido aos potenciais efeitos adversos.
Os pacientes geralmente apresentam distensão abdominal, dor, náuseas, vômitos e constipação. A ausência de fezes e gases pode ser um indicativo, e a condição frequentemente se manifesta em pacientes hospitalizados com comorbidades.
A diferenciação é feita principalmente por exames de imagem, como radiografia abdominal, tomografia computadorizada e, se necessário, colonoscopia ou enema opaco para descartar uma obstrução física. A ausência de um ponto de transição é característica da pseudo-obstrução.
O tratamento inicial inclui suporte clínico, descompressão nasogástrica, correção de distúrbios eletrolíticos e suspensão de medicamentos que afetam a motilidade. Em casos de dilatação progressiva, neostigmina intravenosa ou descompressão colonoscópica podem ser indicadas.
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