SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Uma criança de nove anos com síndrome nefrótica pura deve ser abordada da seguinte forma num primeiro momento:
Síndrome Nefrótica Pura em crianças: Corticoterapia é a abordagem inicial padrão, devido à alta taxa de cortico-sensibilidade.
A síndrome nefrótica pura (doença de lesões mínimas) em crianças é classicamente cortico-sensível. Portanto, a corticoterapia oral é o tratamento de primeira linha, com a maioria das crianças respondendo bem. A biópsia renal é reservada para casos atípicos, idade fora da faixa comum ou resistência aos esteroides.
A síndrome nefrótica em crianças é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. A forma mais comum em crianças é a síndrome nefrótica pura, que histologicamente corresponde à doença de lesões mínimas em cerca de 90% dos casos. Esta condição é classicamente cortico-sensível, o que significa que a maioria das crianças responde bem ao tratamento com corticosteroides. A abordagem inicial para uma criança com síndrome nefrótica pura, após a exclusão de causas secundárias, é a instituição da corticoterapia oral. A prednisona é administrada em dose plena por um período inicial, seguido de desmame gradual. A resposta ao tratamento é definida pela remissão da proteinúria. A biópsia renal não é realizada de rotina no primeiro episódio de síndrome nefrótica pura em crianças, sendo reservada para situações específicas, como ausência de resposta à corticoterapia (cortico-resistência), idade atípica de início, ou presença de sinais e sintomas que sugiram outras glomerulopatias. Medicamentos como micofenolato de sódio e azatioprina são imunossupressores de segunda linha, utilizados em casos de síndrome nefrótica cortico-dependente (recidivas frequentes ao tentar reduzir a dose de esteroides) ou cortico-resistente. O prognóstico da síndrome nefrótica pura é geralmente bom, com a maioria das crianças atingindo a remissão. No entanto, recidivas são comuns, e o manejo a longo prazo visa minimizar a toxicidade dos esteroides e prevenir complicações.
A abordagem inicial para uma criança com síndrome nefrótica pura (doença de lesões mínimas) é a corticoterapia oral com prednisona. A maioria das crianças responde bem a esse tratamento, apresentando remissão completa da proteinúria.
A biópsia renal é geralmente indicada em casos de síndrome nefrótica cortico-resistente, em crianças muito jovens (<1 ano) ou muito mais velhas (>12 anos) no início da doença, na presença de hematúria macroscópica persistente, hipertensão grave, ou evidência de disfunção renal significativa.
A corticoterapia é o tratamento de primeira linha porque a síndrome nefrótica pura em crianças é predominantemente causada pela doença de lesões mínimas, que é altamente sensível aos corticosteroides. A resposta rápida aos esteroides evita a necessidade de procedimentos invasivos e o uso de imunossupressores mais potentes inicialmente.
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