HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Na infância, de 80 a 90% dos casos de síndrome nefrótica correspondem à síndrome nefrótica primária ou idiopática. Sobre essa doença, é CORRETO afirmar que:
Síndrome nefrótica infantil → Corticoterapia inicial + dieta hipossódica para edema.
Na síndrome nefrótica primária ou idiopática na infância, o tratamento inicial é a corticoterapia, sendo a doença de lesões mínimas a causa mais comum. Uma dieta com restrição de sódio é fundamental para o manejo do edema, que é a principal manifestação clínica.
A síndrome nefrótica primária ou idiopática é a glomerulopatia mais comum na infância, sendo a doença de lesões mínimas responsável por 80-90% dos casos. É uma condição caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações e melhorar o prognóstico a longo prazo. O diagnóstico é primariamente clínico e laboratorial, não exigindo biópsia renal na maioria dos casos típicos. A fisiopatologia envolve uma disfunção na barreira de filtração glomerular, resultando em perda excessiva de proteínas na urina. A principal manifestação clínica é o edema, que pode ser generalizado e grave, levando a complicações como infecções e trombose. O tratamento inicial é baseado na corticoterapia (prednisona), com altas taxas de resposta. Além disso, o manejo do edema com diuréticos e uma dieta hipossódica é fundamental. É importante monitorar a resposta ao tratamento, os efeitos adversos dos corticosteroides e identificar precocemente casos de corticorresistência ou recidivas, que podem exigir terapias imunossupressoras adicionais.
Os critérios incluem proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia. A presença de edema é a manifestação mais proeminente.
A corticoterapia é o tratamento inicial porque a maioria dos casos de síndrome nefrótica idiopática na infância corresponde à doença de lesões mínimas, que é altamente responsiva aos corticosteroides, levando à remissão da proteinúria.
A biópsia renal é indicada em casos de síndrome nefrótica congênita, em crianças menores de 1 ano ou maiores de 12 anos, em pacientes com hematúria macroscópica persistente, hipertensão grave, disfunção renal persistente ou naqueles que não respondem à corticoterapia inicial (corticorresistência).
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