Síndrome Nefrótica Pediátrica: Critérios de Proteinúria

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Um menino de 6 anos é trazido para atendimento médico por apresentar edema de início há 3 semanas, inicialmente em membros inferiores, evoluindo para anasarca. Refere ainda "urina espumosa" e ganho de 3 kg no período. Traz um exame de elementos anormais na urina, que demonstra proteinúria cilindrúria e lipidúria. Demais exames laboratoriais: hemograma normal, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia. Diante da hipótese diagnóstica de síndrome nefrótica, considera-se confirmada proteína nefrótica quando a proteína de 24 horas apresenta valor:

Alternativas

  1. A) Acima de 50 mg/kg/dia ou 40 mg/m2 /hora.
  2. B) Acima de 40 mg/kg/dia ou 30 mg/m2 /hora.
  3. C) Acima de 30 mg/kg/dia ou 20 mg/m2 /hora.
  4. D) Acima de 40 mg/kg/dia ou 20 mg/m2 /hora.
  5. E) Acima de 50 mg/kg/dia ou 30 mg/m2 /hora.

Pérola Clínica

Proteinúria nefrótica na criança → > 50 mg/kg/dia ou > 40 mg/m²/hora.

Resumo-Chave

A síndrome nefrótica pediátrica é definida por proteinúria maciça, hipoalbuminemia e edema. Em crianças, os valores de referência são ajustados por peso ou superfície corporal, diferindo do padrão fixo de adultos.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é uma das glomerulopatias mais comuns na infância, caracterizada pelo aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular. O quadro clínico clássico envolve edema insidioso, que pode progredir para anasarca, ascite e derrame pleural. A fisiopatologia baseia-se na perda maciça de proteínas (principalmente albumina), o que reduz a pressão oncótica plasmática, levando ao extravasamento de fluido para o espaço intersticial e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. O diagnóstico preciso da proteinúria é fundamental para diferenciar a síndrome nefrótica de outras causas de edema. Em provas de residência, a memorização dos valores de corte (50 mg/kg/dia ou 40 mg/m²/h) é recorrentemente testada. O tratamento inicial geralmente envolve o uso de prednisona, e a resposta ao corticoide é o principal fator prognóstico na condução do caso pediátrico.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de proteinúria nefrótica em crianças?

Em pediatria, a proteinúria em faixa nefrótica é classicamente definida como uma excreção urinária de proteínas superior a 50 mg/kg/dia ou superior a 40 mg/m² por hora em uma coleta de 24 horas. Alternativamente, em amostras isoladas, utiliza-se a relação proteína/creatinina urinária (RPCU) superior a 2 mg/mg.

Quais são os achados laboratoriais típicos da síndrome nefrótica?

Além da proteinúria maciça, os pacientes apresentam hipoalbuminemia (geralmente < 2,5 g/dL), hipercolesterolemia (devido ao aumento da síntese hepática de lipoproteínas em resposta à baixa pressão oncótica) e, frequentemente, lipidúria e presença de cilindros graxos no sedimento urinário.

Qual a causa mais comum de síndrome nefrótica na infância?

A Doença de Lesões Mínimas (DLM) é a causa mais frequente, correspondendo a cerca de 80-90% dos casos em crianças pré-escolares. Caracteriza-se pela excelente resposta à corticoterapia e pela ausência de alterações significativas na microscopia óptica convencional do glomérulo.

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