SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021
A enfermaria de Pediatria, de um hospital de referência, recebe uma menina de 5 anos de idade com história de edema periorbitário há, aproximadamente, 3 dias, e que, agora, atinge abdomen e membros inferiores. A genitora relata 3 a 4 dejeções ao dia, com fezes amolecidas, e que a urina está espumosa. Sem antecedentes patológicos, refere ser alérgica a picada de insetos. Ao exame, T.: 36.4oC.; FC: 92bpm; FR: 24ipm; PA: 95x65mmHg. O estado geral é regular. Pele sem alterações à inspeção; mucosas coradas; edema bipalpebral bilateral. Abdomen globoso, referindo desconforto que impede a palpação profunda; edema em membros inferiores. Demais dados do exame segmentar sem alterações. Aguarda-se os resultados dos exames laboratoriais.Diante do relato e dos dados apresentados, Indique, dentro dos dados clínicos apresentados, aquele que, se presente, indica biópsia do órgão sede da lesão, em casos semelhantes ao descrito.
Biópsia renal em síndrome nefrótica pediátrica é indicada para idade atípica (<1 ou >10 anos), hematúria, hipertensão, hipocomplementenemia ou corticorresistência.
Embora a nefropatia de lesões mínimas seja a causa mais comum de síndrome nefrótica em crianças, a biópsia renal é fundamental em casos atípicos. Idade inferior a 1 ano ou superior a 10 anos, presença de hematúria macroscópica, hipertensão persistente, hipocomplementenemia ou corticorresistência são indicações claras para biópsia, pois sugerem outras etiologias.
A síndrome nefrótica em crianças é uma condição clínica caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Na maioria dos casos pediátricos, especialmente entre 1 e 10 anos de idade, a etiologia é a nefropatia de lesões mínimas, que geralmente responde bem aos corticoides e não requer biópsia renal de rotina para o diagnóstico inicial. No entanto, existem situações em que a biópsia renal é crucial para identificar outras causas de síndrome nefrótica, que podem ter prognóstico e tratamento diferentes. As principais indicações para biópsia incluem idade atípica (crianças com menos de 1 ano ou mais de 10 anos na apresentação), presença de hematúria macroscópica ou microscópica persistente, hipertensão arterial persistente, hipocomplementenemia (sugestiva de glomerulonefrite pós-estreptocócica ou lúpus), e corticorresistência (ausência de remissão após 4-8 semanas de corticoterapia). A biópsia renal permite a análise histopatológica do tecido renal, auxiliando no diagnóstico diferencial entre lesões mínimas, glomeruloesclerose segmentar e focal, nefropatia membranosa, glomerulonefrite membranoproliferativa, entre outras. A identificação da lesão específica é fundamental para guiar o tratamento, que pode envolver outros imunossupressores além dos corticoides, e para determinar o prognóstico a longo prazo da doença renal.
As indicações incluem idade inferior a 1 ano ou superior a 10 anos, presença de hematúria macroscópica, hipertensão arterial persistente, hipocomplementenemia e corticorresistência (ausência de remissão após 4-8 semanas de corticoterapia).
A idade é um fator crucial porque a nefropatia de lesões mínimas é a causa mais comum em crianças de 1 a 10 anos. Fora dessa faixa etária, a probabilidade de outras etiologias que requerem biópsia para diagnóstico e tratamento específicos é maior.
A presença de hematúria macroscópica ou microscópica persistente, assim como hipertensão arterial persistente, são sinais de alerta que sugerem uma glomerulonefrite subjacente diferente da nefropatia de lesões mínimas, indicando a necessidade de biópsia renal.
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