UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Pré-escolar, 3 anos de idade, dá entrada no pronto-atendimento acompanhado pela mãe que refere ter percebido que a criança apresentava edema importante em todo o corpo, principalmente em região periocular e escroto, associado a diminuição do volume urinário há 3 dias. Ao exame físico, chama atenção a anasarca. Nota-se pressão arterial normal para a idade e figado não palpável. Após avaliação do paciente, o plantonista opta pela internação hospitalar. Os exames revelam: Urina tipo 1 normal, Hemograma normal, Colesterol total aumentado, Albumina diminuída. Sobre o provável diagnóstico do paciente, assinale a alternativa incorreta:
Síndrome Nefrótica = Edema, proteinúria >50mg/kg/dia, hipoalbuminemia, hipercolesterolemia. C3 normal na doença de lesões mínimas.
O quadro clínico (edema, anasarca, PA normal) e laboratorial (hipoalbuminemia, hipercolesterolemia) em pré-escolar é altamente sugestivo de síndrome nefrótica. A proteinúria maciça (>50mg/kg/dia ou >40mg/m²/h) é um critério diagnóstico essencial, tornando a alternativa B incorreta.
A síndrome nefrótica é uma das glomerulopatias mais comuns na infância, caracterizada por uma tétrade clínica e laboratorial: edema generalizado (anasarca), proteinúria maciça, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia. Em crianças pré-escolares, a causa mais frequente é a doença de lesões mínimas, que geralmente tem bom prognóstico e responde bem aos corticosteroides. O diagnóstico é primariamente clínico e laboratorial. A proteinúria é o achado central, sendo definida como maciça (>50 mg/kg/dia ou >40 mg/m²/h). A hipoalbuminemia é consequência da perda proteica urinária, e a hipercolesterolemia é um mecanismo compensatório hepático. A pressão arterial geralmente é normal, e os níveis de complemento C3 e CH50 são normais na doença de lesões mínimas, o que ajuda a diferenciá-la de outras glomerulopatias. O manejo inclui dieta hipossódica para controlar o edema, restrição hídrica se houver hiponatremia grave, e tratamento com corticosteroides. A biópsia renal é reservada para casos atípicos, como idade < 1 ano ou > 10 anos, presença de hematúria macroscópica, hipertensão persistente ou ausência de resposta à corticoterapia. Compreender esses pontos é crucial para o diagnóstico e manejo adequados da síndrome nefrótica pediátrica.
Os critérios incluem edema generalizado, proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou >40 mg/m²/h), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL) e hipercolesterolemia.
A biópsia renal é indicada em pacientes menores de 1 ano ou maiores de 10 anos, na presença de hipertensão, hematúria macroscópica, hipocomplementenemia, ou falta de resposta ao tratamento com corticosteroides.
Na maioria dos casos de síndrome nefrótica em crianças (doença de lesões mínimas), os níveis séricos de complemento C3 e CH50 são normais. Níveis diminuídos sugerem outras glomerulopatias, como glomerulonefrite pós-estreptocócica ou membranoproliferativa.
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