UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Criança de 4 anos é levada ao pronto-atendimento devido a história de ''inchaço dos olhos e barriga"" há 3 dias. Mãe deu remédio para quadro alérgico e como não houve melhora, trouxe para ser melhor avaliado. Ao exame: hidratado, hipocorado ++/4+, eupneico, edema palpebral bilateral e de membros inferiores de ++/4+. PA= 90x50mmHg, FR= 23ipm, FC= 97bpm. Ausculta pulmonar sem alterações, Abdome sem massas palpáveis e com peristaltismo +. Principal hipótese e exames laboratoriais a serem solicitados são:
Criança com edema generalizado (olhos, barriga, MMII) + hipocorado → Síndrome Nefrótica; investigar proteinúria 24h e albumina sérica.
O quadro clínico de edema generalizado (palpebral, abdominal, membros inferiores) em uma criança, associado à hipocromia, é altamente sugestivo de síndrome nefrótica. A investigação diagnóstica inicial deve focar na comprovação da proteinúria maciça e da hipoalbuminemia, pilares da definição da síndrome.
A síndrome nefrótica pediátrica é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. É a glomerulopatia mais comum na infância, com pico de incidência entre 2 e 6 anos de idade. O edema, frequentemente o primeiro sinal, é resultado da hipoalbuminemia, que diminui a pressão oncótica plasmática, levando ao extravasamento de líquido para o espaço intersticial. A apresentação clássica inclui edema periorbital, ascite e edema de membros inferiores, como descrito no caso. A fisiopatologia central envolve um aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, resultando em perda excessiva de proteínas na urina. O diagnóstico é estabelecido pela presença de proteinúria nefrótica (geralmente >50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2 mg/mg), hipoalbuminemia sérica (<2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia. A hipocromia mencionada no caso pode ser secundária à hemodiluição ou a perdas de ferro associadas à proteinúria. A conduta inicial em um pronto-atendimento para uma criança com suspeita de síndrome nefrótica envolve a solicitação dos exames laboratoriais chave: proteinúria de 24 horas (ou relação proteína/creatinina em amostra isolada de urina) e dosagem sérica de albumina. Outros exames como hemograma, eletrólitos, função renal e lipidograma também são importantes para avaliar a extensão e as complicações da síndrome. O tratamento inicial geralmente envolve corticosteroides, sendo a lesão glomerular mínima a causa mais comum e responsiva a essa terapia na infância.
Os principais sinais e sintomas incluem edema generalizado (periorbital, abdominal - ascite, membros inferiores), ganho de peso, fadiga e, em casos mais graves, derrame pleural ou escrotal. A urina pode apresentar-se espumosa devido à proteinúria.
Para confirmar a síndrome nefrótica, são essenciais a proteinúria de 24 horas (ou relação proteína/creatinina em amostra isolada) para quantificar a perda proteica, e a dosagem sérica de albumina para verificar a hipoalbuminemia. Outros exames incluem lipidograma e eletrólitos.
A síndrome nefrótica se diferencia por sua tríade clássica: edema generalizado, proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina >2) e hipoalbuminemia (<2,5 g/dL). Outras causas de edema, como alergias ou insuficiência cardíaca, geralmente não apresentam essa combinação laboratorial específica.
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