HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Pré-escolar, sexo feminino, com 4 anos é diagnosticada com síndrome nefrótica após apresentar edema periorbital, ascite e ganho de peso significativo nas últimas semanas. Os exames laboratoriais mostram proteinúria maciça, hipoalbuminemia e hiperlipidemia. Após investigação adicional, é confirmado que a paciente apresenta a causa mais comum dessa síndrome clínica nessa faixa etária. Não há história uso de medicamentos que possam explicar a condição. A paciente não apresenta hipertensão ou insuficiência renal.Com base na descrição desse quadro clínico, qual é o tratamento inicial mais apropriado para essa paciente?
Síndrome nefrótica em pré-escolar (>90% DLM) → Prednisona é o tratamento inicial.
A síndrome nefrótica na faixa etária pré-escolar é predominantemente causada pela Doença de Lesões Mínimas (DLM), que é sensível a corticosteroides. A prednisona oral é a primeira linha de tratamento, visando induzir a remissão da proteinúria.
A síndrome nefrótica pediátrica é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. É uma das nefropatias mais comuns na infância, com pico de incidência entre 2 e 6 anos de idade. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações e melhorar o prognóstico. Na faixa etária pré-escolar, mais de 90% dos casos de síndrome nefrótica são atribuídos à Doença de Lesões Mínimas (DLM), uma condição idiopática com boa resposta aos corticosteroides. A fisiopatologia envolve uma disfunção dos podócitos, levando a um aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular às proteínas. O diagnóstico é clínico e laboratorial, e a biópsia renal é geralmente reservada para casos atípicos ou resistentes ao tratamento inicial. O tratamento inicial da síndrome nefrótica por Doença de Lesões Mínimas é a prednisona oral em dose imunossupressora. A maioria das crianças responde bem, alcançando a remissão completa em algumas semanas. O manejo também inclui medidas de suporte para o edema e prevenção de complicações como infecções e tromboses. A monitorização da resposta e a identificação de recaídas são fundamentais para o acompanhamento a longo prazo.
Os principais sinais são edema (periorbital, ascite, membros), ganho de peso, proteinúria maciça, hipoalbuminemia e hiperlipidemia. A criança pode apresentar fadiga e irritabilidade.
Em pré-escolares, a causa mais comum é a Doença de Lesões Mínimas, que é classicamente sensível a corticosteroides. A prednisona é a primeira linha de tratamento para induzir a remissão e é eficaz na maioria dos casos.
As complicações incluem infecções (peritonite bacteriana espontânea, celulite), trombose (devido à hipercoagulabilidade), insuficiência renal aguda e desnutrição. A monitorização é crucial para preveni-las.
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