Síndrome Nefrótica Infantil: Tratamento com Corticoide e Albumina

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020

Enunciado

A Síndrome Nefrótica é uma doença de base imunológica, que é primaria na maioria dos casos na infância e ocorre abaixo dos 6 anos de idade. Em relação à Síndrome Nefrótica é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) deve ser tratada com restrição hídrica, anti-hipertensivos e corticoide.
  2. B) tem proteinúria acima de 30 mg/kg/dia e hipertensão como sinais clássicos.
  3. C) fazem parte do tratamento a infusão de albumina e corticoterapia.
  4. D) não ocorre remissão espontânea, portanto o tratamento não deve ser adiado.
  5. E) está indicada biópsia renal nos casos que não respondem ao tratamento em ate 6 semanas.

Pérola Clínica

Síndrome Nefrótica: proteinúria >50 mg/kg/dia, hipoalbuminemia, edema, hiperlipidemia. Tratamento inclui corticoide e, em casos graves, albumina.

Resumo-Chave

A síndrome nefrótica na infância é caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. O tratamento inicial envolve corticoterapia (prednisona), e em casos de edema grave ou hipovolemia, a infusão de albumina pode ser necessária para expandir o volume intravascular e mobilizar o edema.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é uma condição renal comum na infância, predominantemente de causa primária (idiopática), sendo a doença de lesões mínimas a mais frequente em crianças menores de 6 anos. Caracteriza-se por uma tríade clássica: proteinúria maciça (perda de proteínas na urina > 50 mg/kg/dia), hipoalbuminemia (< 2,5 g/dL) e edema generalizado, frequentemente acompanhada de hiperlipidemia. O diagnóstico é clínico e laboratorial. A fisiopatologia envolve um aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, levando à perda de proteínas plasmáticas, principalmente albumina. A hipoalbuminemia reduz a pressão oncótica plasmática, resultando em extravasamento de líquido para o espaço intersticial e formação de edema. Paradoxalmente, a hipovolemia intravascular pode ocorrer, ativando o sistema renina-angiotensina-aldosterona e exacerbando a retenção de sódio e água. O tratamento da síndrome nefrótica na infância é baseado principalmente na corticoterapia (prednisona), que induz remissão na maioria dos casos de doença de lesões mínimas. Em situações de edema grave e refratário, ou hipovolemia sintomática, a infusão de albumina intravenosa pode ser necessária para expandir o volume intravascular e facilitar a diurese, geralmente em conjunto com diuréticos. A biópsia renal é reservada para casos atípicos, resistentes ao corticoide ou com outras características que sugiram uma etiologia secundária ou outra histologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da síndrome nefrótica na infância?

Os critérios incluem proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia.

Quando a infusão de albumina é indicada no tratamento da síndrome nefrótica?

A infusão de albumina é indicada em casos de hipovolemia sintomática (choque, oligúria) ou edema grave refratário, geralmente associada a diuréticos para mobilizar o líquido para o espaço intravascular.

Qual é o papel da corticoterapia na síndrome nefrótica pediátrica?

A corticoterapia (prednisona) é o tratamento de primeira linha para a síndrome nefrótica na infância, especialmente para a doença de lesões mínimas, que responde em 80-90% dos casos.

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