Síndrome Nefrótica Pediátrica: Diagnóstico e Sinais

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Henrique, 3 anos de idade, previamente hígido, foi levado à Emergência Pediátrica do CHN há 3 dias por apresentar edema palpebral que evoluiu para edema generalizado e ""urina espumosa com volume diminuído"". Ao exame físico, apresentava anasarca e pressão arterial normal para a idade. Exames laboratoriais mostraram: albumina sérica: 0,8g/dL; hemograma sem anormalidades; colesterol >200. EAS com +++ de proteína. Qual é a sua hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) síndrome nefrótica
  2. B) síndrome nefrítica
  3. C) sepse
  4. D) síndrome hemolítico-urêmica
  5. E) GNPE ou GNDA

Pérola Clínica

Edema generalizado, urina espumosa, hipoalbuminemia, proteinúria maciça e hipercolesterolemia em criança = Síndrome Nefrótica.

Resumo-Chave

A síndrome nefrótica em crianças é caracterizada pela tétrade de proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou >40 mg/m²/h), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema (geralmente generalizado, anasarca) e hiperlipidemia. A presença de pressão arterial normal e ausência de hematúria sugere a forma mais comum, a doença de lesões mínimas.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é uma das doenças renais mais comuns na infância, caracterizada por uma disfunção na barreira de filtração glomerular que resulta em perda excessiva de proteínas na urina. A apresentação clínica clássica inclui edema, que pode ser periorbital, em membros inferiores e evoluir para anasarca, devido à hipoalbuminemia. A urina espumosa é um sinal comum da proteinúria maciça. O diagnóstico é estabelecido pela presença da tétrade: proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. É crucial diferenciar a síndrome nefrótica da síndrome nefrítica, que apresenta hematúria, hipertensão e oligúria. A maioria dos casos pediátricos é idiopática, sendo a doença de lesões mínimas a forma mais frequente, com boa resposta ao tratamento com corticosteroides. O manejo da síndrome nefrótica envolve o controle do edema com diuréticos, a prevenção de infecções (devido à perda de imunoglobulinas) e tromboses (devido ao estado de hipercoagulabilidade), além do tratamento específico da causa subjacente. O prognóstico é geralmente bom para a doença de lesões mínimas, mas recaídas são comuns e exigem acompanhamento e manejo cuidadosos para evitar complicações a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para síndrome nefrótica em crianças?

Os critérios diagnósticos incluem proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema (geralmente periorbital e generalizado) e hiperlipidemia.

Como diferenciar a síndrome nefrótica da síndrome nefrítica em pediatria?

A síndrome nefrótica é marcada por proteinúria maciça, edema proeminente e hipoalbuminemia, geralmente com pressão arterial normal. A síndrome nefrítica, por outro lado, apresenta hematúria, hipertensão, oligúria e proteinúria de menor intensidade.

Qual a principal causa de síndrome nefrótica em crianças e qual o tratamento inicial?

A principal causa em crianças é a doença de lesões mínimas, que é idiopática e responde bem a corticosteroides. O tratamento inicial envolve prednisona oral em altas doses.

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