Síndrome Nefrótica Pediátrica: Complicações e Manejo

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Uma criança de 7 anos de idade, previamente hígida, com história de tosse, coriza e odinofagia há 3 dias, evoluiu com edema periorbitário ontem, com piora hoje pela manhã. A mãe relata que o paciente apresentou quadro semelhante no mês anterior, com resolução espontânea, sem necessitar buscar auxílio médico. Ao exame, o paciente apresenta edema periorbitário, edema de membros inferiores e discreta ascite, sem outras alterações. Os exames realizados evidenciaram proteinúria e hipoalbuminemia. Com relação a esse caso clínico, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A conduta deve ser internar o paciente, colher exames para afastar causas secundárias e iniciar tratamento com ceftriaxone e com reposição de albumina.
  2. B) A conduta deve ser colher exames para afastar causas secundárias, prescrever prednisona em dias alternados, bem como diurético, e orientar alta com reavaliação clínica em uma semana.
  3. C) Essa doença pode cursar com hiperlipidemia e fenômenos tromboembólicos.
  4. D) Para confirmação diagnóstica, é necessário que a proteinúria seja maior que 40 mg/kg/dia e que a albumina sérica seja inferior a 2,5 g/dL.
  5. E) Frequentemente essa doença cursa com hipertensão e hematúria.

Pérola Clínica

Síndrome Nefrótica Pediátrica → Edema, proteinúria, hipoalbuminemia; complicações = hiperlipidemia e tromboembolismo.

Resumo-Chave

A síndrome nefrótica em crianças é caracterizada por edema generalizado, proteinúria maciça, hipoalbuminemia e hiperlipidemia. As complicações mais graves incluem fenômenos tromboembólicos devido à perda de anticoagulantes na urina e hiperlipidemia.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica pediátrica é uma condição renal comum caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. A forma mais comum em crianças é a doença de lesões mínimas, que geralmente responde bem à corticoterapia. É crucial reconhecer os sinais e sintomas precocemente para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações. A fisiopatologia envolve um aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, resultando na perda de proteínas plasmáticas na urina. A hipoalbuminemia subsequente leva à diminuição da pressão oncótica, causando o edema generalizado. A hiperlipidemia é uma resposta compensatória do fígado à baixa pressão oncótica e à perda de proteínas. O tratamento visa controlar o edema, reduzir a proteinúria e prevenir complicações. A corticoterapia é a base do tratamento para a doença de lesões mínimas. Complicações como infecções, trombose e insuficiência renal aguda devem ser monitoradas e tratadas agressivamente. O prognóstico é geralmente bom, mas recaídas são comuns.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da síndrome nefrótica em crianças?

Os critérios incluem proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina >2 mg/mg), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia.

Por que a síndrome nefrótica aumenta o risco de trombose?

O risco de trombose aumenta devido à perda urinária de fatores anticoagulantes (como antitrombina III), aumento da síntese hepática de fatores de coagulação e maior agregação plaquetária.

Qual a conduta inicial para uma criança com síndrome nefrótica?

A conduta inicial geralmente envolve internação para investigação de causas secundárias, controle do edema com diuréticos e restrição hídrica/sódica, e início de corticoterapia (prednisona).

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