Síndrome Nefrótica Pediátrica: Diagnóstico e Manejo

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 2 anos é levado pelos pais à emergência com quadro de ganho de peso, significativo no último mês, associado a edema, inicialmente em membros inferiores, que evoluiu para anasarca. Não havia a presença de hematúria. Nesse contexto, em relação à condição apresentada, selecione a alternativa correta

Alternativas

  1. A) O uso de corticosteroides não deve ser indicado devido ao maior risco de infecções apresentado por esses pacientes.
  2. B) A biópsia renal deve ser realizada para a confirmação diagnóstica.
  3. C) A maioria dos casos em crianças é de origem secundária, sendo os casos idiopáticos cerca de 10% do total.
  4. D) A confirmação diagnóstica dessa condição depende de dados clínicos e laboratoriais.
  5. E) É esperado que o fator antinuclear (FAN) esteja positivo.

Pérola Clínica

Síndrome Nefrótica em crianças: diagnóstico clínico-laboratorial, biópsia renal reservada para casos atípicos ou refratários.

Resumo-Chave

A síndrome nefrótica em crianças é predominantemente idiopática e o diagnóstico é feito por critérios clínicos e laboratoriais (edema, proteinúria maciça, hipoalbuminemia, dislipidemia), sem necessidade de biópsia renal na maioria dos casos. O tratamento inicial é com corticosteroides.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é uma condição renal comum na infância, caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. A forma idiopática, também conhecida como doença de lesões mínimas, é a mais frequente, respondendo por cerca de 90% dos casos em crianças. É crucial para o residente reconhecer os sinais e sintomas para um diagnóstico precoce e manejo adequado. O diagnóstico da síndrome nefrótica em crianças é primariamente clínico e laboratorial, baseado na presença de edema, proteinúria maciça (relação proteína/creatinina urinária > 2 mg/mg ou proteinúria > 50 mg/kg/dia), hipoalbuminemia (< 2,5 g/dL) e dislipidemia. A biópsia renal não é rotineiramente indicada para o diagnóstico inicial na maioria das crianças, sendo reservada para casos atípicos, refratários ao tratamento ou com suspeita de causas secundárias. O tratamento inicial consiste em corticosteroides, como a prednisona, que induzem a remissão na maioria dos pacientes. O prognóstico é geralmente bom, mas a doença pode apresentar recaídas frequentes, exigindo manejo a longo prazo e, por vezes, o uso de imunossupressores alternativos. O acompanhamento nutricional e a prevenção de infecções são aspectos importantes do cuidado.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da síndrome nefrótica em crianças?

Os critérios incluem edema generalizado, proteinúria > 50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária > 2 mg/mg, hipoalbuminemia < 2,5 g/dL e dislipidemia.

Quando a biópsia renal é indicada na síndrome nefrótica pediátrica?

A biópsia é indicada em casos de idade < 1 ano ou > 12 anos, hematúria macroscópica, hipertensão arterial grave, disfunção renal persistente, hipocomplementemia ou ausência de resposta aos corticosteroides.

Qual o tratamento inicial da síndrome nefrótica em crianças?

O tratamento inicial é com corticosteroides (prednisona oral), geralmente por 8 a 12 semanas, com o objetivo de induzir a remissão da proteinúria.

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