UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2015
Pré-escolar do sexo masculino, de três anos, é atendido no pronto-socorro de pediatria com história de edema, de início em face, há, aproximadamente, quatro semanas, que evoluiu para membros inferiores e abdome há dois dias. Mãe refere diminuição da diurese, mas sem outros sintomas. A principal hipótese diagnóstica para esse caso é:
Edema generalizado (facial, MMII, abdome) + oligúria em pré-escolar sem outros sintomas → Síndrome Nefrótica Idiopática.
A síndrome nefrótica idiopática (doença de lesões mínimas) é a causa mais comum de síndrome nefrótica em crianças pré-escolares, caracterizada por edema generalizado, proteinúria maciça, hipoalbuminemia e hiperlipidemia, sem sinais inflamatórios ou hematúria.
A síndrome nefrótica idiopática, também conhecida como doença de lesões mínimas, é a causa mais comum de síndrome nefrótica em crianças, especialmente na faixa etária pré-escolar (entre 2 e 6 anos). Caracteriza-se por uma tríade clínica de edema generalizado (facial, periorbital, membros inferiores, ascite), proteinúria maciça (perda de proteínas na urina), e hipoalbuminemia (baixa albumina no sangue), frequentemente acompanhada de hiperlipidemia. Sua etiologia é desconhecida, mas acredita-se que envolva uma disfunção imunológica dos podócitos renais. O diagnóstico é primariamente clínico e laboratorial. A história de edema progressivo, como descrito no caso (início em face, evoluindo para membros inferiores e abdome), é clássica. A diminuição da diurese é esperada devido à hipovolemia efetiva causada pela perda de albumina. Exames laboratoriais confirmam a proteinúria maciça, hipoalbuminemia e hiperlipidemia. É crucial diferenciar de outras causas de edema, como insuficiência cardíaca ou hepática, que teriam outros sinais e sintomas associados, e da glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica (GNAPE), que tipicamente apresenta hematúria, hipertensão e evidência de infecção estreptocócica prévia. O tratamento inicial da síndrome nefrótica idiopática é com corticosteroides, e a maioria das crianças responde bem, entrando em remissão. No entanto, recaídas são comuns, exigindo ciclos repetidos de corticoides ou o uso de imunossupressores em casos de dependência ou resistência. O manejo também inclui controle do edema com diuréticos e restrição de sódio, além de monitoramento de complicações como infecções e eventos tromboembólicos. A educação dos pais sobre a doença e o manejo em casa é fundamental.
Os critérios incluem edema generalizado, proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL) e hiperlipidemia.
A síndrome nefrótica idiopática cursa com edema e proteinúria maciça sem hematúria ou hipertensão significativas. A GNAPE, por outro lado, apresenta hematúria (urina escura), hipertensão, edema e, frequentemente, história de infecção estreptocócica recente.
O tratamento inicial é com corticosteroides (prednisona oral em dose alta), sendo a maioria das crianças responsiva. Diuréticos podem ser usados para controlar o edema grave.
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