Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
A Síndrome Nefrótica (SN) é uma glomerulopatia com ativação imunológica, que tem uma incidência de 2 a 6 casos novos anuais/100.000 habitantes. Marque a alternativa INCORRETA com relação a faixa etária pediátrica:
SNI por LHM em crianças: Corticoesteroides são 1ª linha, mas remissão não é 100% e tratamento inicial é mais longo que 2 semanas diárias.
A Síndrome Nefrótica Idiopática (SNI) por Lesão Histológica Mínima (LHM) é a causa mais comum em crianças e responde bem a corticosteroides. Contudo, a remissão não é universal (cerca de 85-90%) e o esquema de tratamento inicial com prednisona diária dura tipicamente 4-6 semanas, seguido por um desmame em dias alternados.
A Síndrome Nefrótica (SN) é uma glomerulopatia caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Na faixa etária pediátrica, a Síndrome Nefrótica Idiopática (SNI) corresponde a cerca de 80% dos casos, com uma incidência de 2 a 6 novos casos anuais por 100.000 habitantes. As principais variantes histológicas da SNI são a Lesão Histológica Mínima (LHM) e a Glomeroesclerose Segmentar e Focal (GESF), sendo a LHM a mais comum e com melhor prognóstico. Os corticosteroides, como a prednisona, são o tratamento de primeira linha para a LHM, induzindo remissão da proteinúria na maioria dos casos. No entanto, a afirmação de 100% de remissão é incorreta, pois uma parcela dos pacientes pode ser córtico-resistente ou córtico-dependente. O esquema de tratamento inicial geralmente envolve prednisona em dose diária por 4 a 6 semanas, seguido por um período de desmame em dias alternados, que pode durar vários meses, e não apenas 2 semanas diárias. As recidivas são comuns na SNI, e a conduta em casos de recaída é reintroduzir o corticoesteroide em dose diária até a remissão, seguido por um novo desmame. Em casos de recidivas frequentes, córtico-dependência ou córtico-resistência, outros agentes imunossupressores (como ciclosporina, tacrolimus, micofenolato de mofetila ou rituximabe) podem ser utilizados para poupar o corticoesteroide e manter a remissão. O manejo da SNI pediátrica exige acompanhamento rigoroso e individualizado para otimizar o tratamento e minimizar os efeitos adversos da medicação.
A principal causa de Síndrome Nefrótica em crianças é a Síndrome Nefrótica Idiopática (SNI), sendo a Lesão Histológica Mínima (LHM) a variante mais comum. O tratamento inicial de escolha são os corticosteroides, geralmente prednisona oral em dose diária por 4-6 semanas, seguida de um esquema em dias alternados com desmame gradual.
Não, a remissão da proteinúria na LHM com corticosteroides não é de 100%. Embora a maioria das crianças responda bem (cerca de 85-90%), uma parcela pode ser córtico-resistente ou apresentar remissão parcial, necessitando de outras abordagens terapêuticas.
Recidivas frequentes ocorrem quando a criança apresenta dois ou mais episódios de proteinúria nefrótica em um período de seis meses, ou quatro ou mais episódios em qualquer período de 12 meses. Nesses casos, estratégias para manter a remissão, como corticosteroides em dias alternados ou agentes imunossupressores poupadores de corticoide, podem ser consideradas.
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