PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Com relação à síndrome nefrótica idiopática da infância, qual é a alternativa CORRETA?
Síndrome Nefrótica Idiopática da Infância = Doença de Lesões Mínimas (DLM) → microscopia óptica normal, fusão podocitária na eletrônica.
A Síndrome Nefrótica Idiopática da Infância é predominantemente causada pela Doença de Lesões Mínimas (DLM). Caracteriza-se por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, mas à microscopia óptica, os glomérulos mostram alterações mínimas ou ausentes, sendo a fusão dos podócitos visível apenas à microscopia eletrônica.
A Síndrome Nefrótica Idiopática da Infância é a forma mais comum de síndrome nefrótica em crianças, sendo a Doença de Lesões Mínimas (DLM) responsável por aproximadamente 80-90% dos casos. Caracteriza-se por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema generalizado e hiperlipidemia. A etiologia é considerada idiopática, embora se acredite em um componente imunológico que leva à disfunção da barreira de filtração glomerular. É uma condição que exige atenção dos residentes devido à sua prevalência e ao manejo específico. Clinicamente, a criança apresenta edema, que pode ser periorbital, em membros inferiores e, em casos graves, anasarca. A fisiopatologia envolve um aumento da permeabilidade glomerular às proteínas, resultando em proteinúria maciça. A perda de albumina leva à hipoalbuminemia, que diminui a pressão oncótica plasmática, causando o edema. A hiperlipidemia é uma resposta compensatória do fígado à hipoalbuminemia. O diagnóstico é clínico e laboratorial, e a biópsia renal é geralmente evitada em crianças típicas devido à alta probabilidade de DLM e boa resposta aos corticosteroides. O tratamento inicial é com corticosteroides, e a maioria das crianças com DLM apresenta remissão completa. No entanto, recaídas são comuns. Complicações incluem infecções (peritonite bacteriana espontânea), trombose e desnutrição. O complemento sérico geralmente é normal na DLM, diferenciando-a de outras glomerulonefrites. Residentes devem estar aptos a diagnosticar, iniciar o tratamento e manejar as complicações dessa síndrome.
Os critérios diagnósticos da Síndrome Nefrótica incluem proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema generalizado e hiperlipidemia.
Na maioria das crianças com síndrome nefrótica idiopática (especialmente <10 anos), a causa é a Doença de Lesões Mínimas, que responde bem a corticosteroides. A biópsia é reservada para casos atípicos, resistentes ao tratamento ou com sinais de outra glomerulopatia.
Significa que à microscopia óptica, os glomérulos parecem normais ou com alterações muito discretas. As alterações patológicas, como a fusão difusa dos processos podocitários, são visíveis apenas à microscopia eletrônica, caracterizando a disfunção da barreira de filtração.
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