UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Em relação à Síndrome Nefrótica Idiopática da infância, é correto afirmar que:
Síndrome Nefrótica Lesão Mínima = proteinúria maciça + edema + hipoalbuminemia, sem alterações à microscopia óptica.
A Síndrome Nefrótica Idiopática da infância, frequentemente do tipo Lesão Mínima, caracteriza-se por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, com glomérulos de aspecto normal à microscopia óptica.
A Síndrome Nefrótica Idiopática da infância é a forma mais comum de síndrome nefrótica em crianças, sendo a doença de lesão mínima (DLM) responsável por aproximadamente 80-90% dos casos. Caracteriza-se pela tríade clássica de proteinúria maciça, hipoalbuminemia e edema, frequentemente acompanhada de hiperlipidemia. A etiologia é idiopática, sem patologia de base evidente. A característica distintiva da doença de lesão mínima é a ausência de alterações glomerulares significativas à microscopia óptica, o que justifica o nome. As alterações patológicas, como a fusão e retração dos processos podocitários, são visíveis apenas à microscopia eletrônica. A biópsia renal geralmente não é necessária para o diagnóstico inicial em crianças com apresentação típica, sendo reservada para casos atípicos ou resistentes ao tratamento. O tratamento inicial da Síndrome Nefrótica de Lesão Mínima é com corticosteroides, com a maioria das crianças apresentando boa resposta. É crucial o manejo do edema, da hiperlipidemia e a prevenção de complicações como infecções e eventos tromboembólicos. O conhecimento aprofundado desta condição é fundamental para o pediatra e o nefrologista pediátrico, visando um diagnóstico e tratamento precoces para evitar morbidades.
Os critérios incluem proteinúria maciça (> 50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária > 2 mg/mg), hipoalbuminemia (< 2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia.
Refere-se à ausência de alterações morfológicas significativas nos glomérulos à microscopia óptica, sendo as alterações ultraestruturais (fusão dos podócitos) visíveis apenas à microscopia eletrônica.
A infecção estreptocócica está classicamente associada à glomerulonefrite pós-estreptocócica, uma síndrome nefrítica, e não à Síndrome Nefrótica de Lesão Mínima.
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