SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
C.H.B, 3 anos, masculino, encontra-se internado na enfermaria de um hospital-escola para a investigação de um quadro de edema iniciado há cerca de cinco dias, percebido em face, principalmente em região palpebral, abdome e região escrotal. Dentre os exames complementares, foi observada a relação proteína/creatinina em uma amostra isolada de urina com um valor de 4 e albumina sérica de 2g/dl. Considerando o principal diagnóstico sindrômico para o quadro descrito, que mecanismo fisiopatogênico justificaria esse valor de albumina?
Síndrome nefrótica → proteinúria maciça → hipoalbuminemia → ↓ pressão oncótica → edema.
Na síndrome nefrótica, a perda maciça de proteínas pela urina (proteinúria) leva à redução da albumina sérica (hipoalbuminemia). Essa diminuição da albumina resulta em uma queda da pressão oncótica plasmática, o que favorece a saída de líquido dos vasos sanguíneos para o interstício, causando o edema generalizado.
A síndrome nefrótica é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. É uma das principais causas de edema generalizado em crianças e representa um desafio diagnóstico e terapêutico para residentes de pediatria. A compreensão do mecanismo fisiopatogênico do edema é crucial para o manejo adequado. O processo inicia-se com uma alteração na barreira de filtração glomerular, que permite a passagem excessiva de proteínas plasmáticas, principalmente albumina, para a urina. A perda contínua de albumina leva à hipoalbuminemia, que é a redução da concentração de albumina no sangue. A albumina é a principal proteína responsável pela manutenção da pressão oncótica plasmática, que é a força que retém o líquido dentro dos vasos sanguíneos. Com a queda da pressão oncótica, o líquido intravascular extravasa para o espaço intersticial, resultando em edema, que pode ser percebido inicialmente na face (principalmente pálpebras), abdome (ascite) e regiões dependentes (membros inferiores, escroto). O tratamento visa reduzir a proteinúria, controlar o edema e prevenir complicações, como infecções e tromboses.
A principal causa do edema na síndrome nefrótica é a hipoalbuminemia grave, resultante da perda maciça de albumina na urina (proteinúria). A baixa concentração de albumina no sangue diminui a pressão oncótica plasmática, levando ao extravasamento de líquido para o espaço intersticial.
A pressão oncótica é a pressão osmótica exercida pelas proteínas plasmáticas, principalmente a albumina, que retém líquido dentro dos vasos sanguíneos. Quando a pressão oncótica diminui, como na hipoalbuminemia, a capacidade de reter líquido intravascular é reduzida, resultando em edema.
Os critérios diagnósticos para síndrome nefrótica em crianças incluem edema generalizado, proteinúria maciça (relação proteína/creatinina urinária > 2 ou proteinúria > 40 mg/m²/hora), hipoalbuminemia (< 2,5 g/dL) e hiperlipidemia.
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