HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
São complicações da Síndrome Nefrótica:
Síndrome Nefrótica → Trombose, infecções, hipotireoidismo, hipocalcemia e hiperlipidemia são complicações comuns.
A Síndrome Nefrótica, caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, leva a diversas complicações. A perda urinária de proteínas essenciais, como antitrombina III, globulinas ligadoras de hormônios tireoidianos e vitamina D, predispõe a estados de hipercoagulabilidade (trombose), hipotireoidismo e hipocalcemia, respectivamente.
A Síndrome Nefrótica é uma condição clínica caracterizada por proteinúria maciça (>3,5g/1,73m²/24h), hipoalbuminemia (<3,0 g/dL), edema e hiperlipidemia. É uma síndrome comum em nefrologia e pediatria, com diversas etiologias, e suas complicações podem ser graves e impactar significativamente a morbimortalidade dos pacientes. As complicações da Síndrome Nefrótica decorrem principalmente da perda urinária de proteínas e da disfunção hepática compensatória. A perda de antitrombina III e o aumento de fatores de coagulação predispõem a um estado de hipercoagulabilidade, com risco elevado de trombose venosa e arterial. A perda de globulinas ligadoras de hormônios tireoidianos pode levar a hipotireoidismo. A perda de vitamina D e de sua proteína ligadora resulta em deficiência de vitamina D e hipocalcemia. Outras complicações incluem infecções (pela perda de imunoglobulinas), desnutrição, insuficiência renal aguda e hiperlipidemia. O manejo da Síndrome Nefrótica não se restringe ao controle da proteinúria e do edema, mas também à prevenção e tratamento dessas complicações. A profilaxia antitrombótica pode ser indicada em casos de alto risco, e a suplementação de vitamina D e cálcio, bem como a monitorização da função tireoidiana, são importantes. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes.
A Síndrome Nefrótica aumenta o risco de trombose devido à perda urinária de anticoagulantes naturais, como a antitrombina III, e ao aumento da síntese hepática de fatores de coagulação, criando um estado de hipercoagulabilidade.
A Síndrome Nefrótica pode causar hipotireoidismo pela perda urinária de globulinas ligadoras de hormônios tireoidianos (TBG), resultando em níveis reduzidos de hormônios tireoidianos totais, embora os níveis livres possam ser normais inicialmente.
A hipocalcemia na Síndrome Nefrótica ocorre pela perda urinária da proteína ligadora de vitamina D e da própria vitamina D, levando à deficiência de vitamina D e, consequentemente, à diminuição da absorção de cálcio e hipocalcemia.
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