Síndrome Nefrótica Infantil: Doença de Lesões Mínimas

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022

Enunciado

A síndrome nefrótica é um conjunto de glomerulopatias caracterizada por alteração na permeabilidade da membrana glomerular, resultando em perda maciça de proteínas na urina, edema generalizado e hipoalbuminemia. Quanto à síndrome nefrótica, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A doença de lesões mínimas pode ser acompanhada por depósitos de IgA glomerular. Cursam com proteinúria maciça, em que a criança não perde um número expressivo de albumina e edema importante.
  2. B) A síndrome nefrótica primária é uma glomerulopatia menos frequente em meninos e o primeiro episódio ocorre entre 2 e 6 anos. Sua característica prevalente é a perda seletiva de albumina. 
  3. C) Na infância, a forma mais prevalente é a doença por lesões mínimas, uma síndrome nefrótica primária ou idiopática, que soma quase 90% dos casos. 
  4. D) A doença de lesões mínimas é considerada uma síndrome nefrótica pura, na qual há hematúria significativa, com sintomas hipertensivos, disfunção renal normal ou pouco alterada e, na maioria dos casos, não há alteração na função renal. 

Pérola Clínica

Síndrome nefrótica infantil: Doença de Lesões Mínimas = 80-90% dos casos, primária/idiopática.

Resumo-Chave

A Doença de Lesões Mínimas é a causa mais comum de síndrome nefrótica em crianças, sendo uma glomerulopatia primária ou idiopática. Ela se manifesta com proteinúria maciça, hipoalbuminemia e edema, tipicamente sem hematúria ou hipertensão significativas.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é uma condição clínica caracterizada por proteinúria maciça (>3,5 g/1,73m²/dia ou >40 mg/m²/h em crianças), hipoalbuminemia (<3,0 g/dL), edema generalizado e hiperlipidemia. É um conjunto de glomerulopatias que resultam de um aumento da permeabilidade da membrana glomerular aos proteínas. Na infância, a síndrome nefrótica é uma das doenças renais mais comuns e representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A Doença de Lesões Mínimas (DLM) é a causa mais prevalente de síndrome nefrótica primária ou idiopática em crianças, respondendo por aproximadamente 80-90% dos casos. É caracterizada por alterações mínimas na biópsia renal à microscopia óptica, mas com fusão difusa dos podócitos à microscopia eletrônica. Tipicamente, a DLM apresenta-se como uma síndrome nefrótica 'pura', sem hematúria significativa, hipertensão ou disfunção renal grave, e tem boa resposta aos corticosteroides. O tratamento da DLM geralmente envolve corticosteroides, com a maioria das crianças respondendo bem e entrando em remissão. No entanto, recaídas são comuns, e alguns pacientes podem desenvolver dependência ou resistência aos esteroides, necessitando de outros imunossupressores. O manejo do edema e das complicações (infecções, trombose) é crucial. O prognóstico a longo prazo para a DLM é geralmente bom, com a maioria das crianças atingindo a remissão completa.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da síndrome nefrótica?

Os critérios diagnósticos incluem proteinúria maciça (>3,5 g/1,73m²/dia ou >40 mg/m²/h em crianças), hipoalbuminemia (<3,0 g/dL), edema generalizado e hiperlipidemia.

Por que a Doença de Lesões Mínimas é tão comum em crianças?

A Doença de Lesões Mínimas é a causa mais prevalente de síndrome nefrótica primária na infância, respondendo por 80-90% dos casos, embora sua etiologia exata ainda seja desconhecida, sendo considerada idiopática.

Como diferenciar a síndrome nefrótica da síndrome nefrítica?

A síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça e edema, enquanto a síndrome nefrítica se manifesta principalmente com hematúria, hipertensão, oligúria e disfunção renal, com proteinúria geralmente menos intensa.

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