Síndrome Nefrótica: Critérios Diagnósticos Essenciais

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

A Síndrome Nefrótica se caracteriza por:I. Proteinúria >3,5g / 1,73m² de superfície corporal em 24hII. Albumina sérica < 3g/dLIII. DislipidemiaIV. Edema periférico

Alternativas

  1. A) Apenas I e II.
  2. B) Apenas III e IV.
  3. C) Apenas I, III e IV.
  4. D) Apenas II, III e IV.
  5. E) I, II, III e IV.

Pérola Clínica

Síndrome Nefrótica = Proteinúria (>3,5g/1,73m²/24h) + Hipoalbuminemia (<3g/dL) + Edema + Dislipidemia.

Resumo-Chave

A Síndrome Nefrótica é uma condição renal caracterizada pela tétrade de proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e dislipidemia. A proteinúria é o evento inicial, levando à perda de albumina e, consequentemente, à redução da pressão oncótica plasmática, que causa o edema.

Contexto Educacional

A Síndrome Nefrótica é uma doença renal caracterizada por uma tétrade de achados clínicos e laboratoriais: proteinúria maciça (>3,5g/1,73m² de superfície corporal em 24h em adultos ou >40mg/m²/h em crianças), hipoalbuminemia (<3g/dL), edema generalizado e dislipidemia. É uma condição relativamente comum, especialmente na infância, onde a forma mais frequente é a doença de lesões mínimas. A importância clínica reside nas suas complicações e na necessidade de manejo adequado para prevenir morbidade e mortalidade. A fisiopatologia central da Síndrome Nefrótica é o aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, resultando na perda maciça de proteínas plasmáticas, principalmente albumina, na urina. A hipoalbuminemia subsequente leva à redução da pressão oncótica plasmática, o que causa o extravasamento de líquido para o interstício e o desenvolvimento de edema. A dislipidemia é uma resposta hepática compensatória à hipoalbuminemia, com aumento da síntese de lipoproteínas. O tratamento da Síndrome Nefrótica visa controlar o edema, reduzir a proteinúria e prevenir complicações. Corticosteroides são a terapia de primeira linha para a maioria dos casos de doença de lesões mínimas. O prognóstico varia conforme a etiologia subjacente, mas o manejo adequado é crucial para evitar infecções, tromboses e insuficiência renal. O acompanhamento regular e a educação do paciente são fundamentais.

Perguntas Frequentes

Qual a fisiopatologia do edema na Síndrome Nefrótica?

O edema na Síndrome Nefrótica é causado principalmente pela hipoalbuminemia. A perda maciça de albumina na urina reduz a pressão oncótica plasmática, levando ao extravasamento de líquido do espaço intravascular para o interstício.

Por que ocorre dislipidemia na Síndrome Nefrótica?

A dislipidemia é uma resposta compensatória do fígado à hipoalbuminemia. O fígado aumenta a síntese de lipoproteínas (colesterol e triglicerídeos) na tentativa de elevar a pressão oncótica, resultando em hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia.

Quais são as principais complicações da Síndrome Nefrótica?

As principais complicações incluem infecções (devido à perda de imunoglobulinas), trombose (estado de hipercoagulabilidade), insuficiência renal aguda, desnutrição e complicações relacionadas ao tratamento (como efeitos colaterais dos corticosteroides).

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