Síndrome Nefrótica Pediátrica: Exames Essenciais

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020

Enunciado

Paciente 14 anos, masculino, relata que há 21 dias iniciou com quadro de edema de face, que progrediu para membros inferiores e região genital, associado a diminuição do volume urinário e urina "espumosa". Nega outras queixas, nega doenças anteriores e história familiar de patologias. Ao exame paciente com PA=120x70 mmHg, edema generalizado, corado e hidratado, sem outras alterações significativas. Considerando a principal hipótese diagnóstica do caso acima, quais os exames necessários para sua confirmação?

Alternativas

  1. A) Dismorfirmos eritrocitário, creatinina e albumina.
  2. B) Albumina, proteinúria de 24h e perfil lipídico.
  3. C) Creatinina, ureia e albumina.
  4. D) Urina 1, dismorfismo eritrocitário e proteinúria de 24h.

Pérola Clínica

Edema generalizado + urina espumosa em criança → Síndrome Nefrótica = Albumina, Proteinúria 24h, Perfil Lipídico.

Resumo-Chave

A síndrome nefrótica é caracterizada por edema generalizado, proteinúria maciça, hipoalbuminemia e hiperlipidemia. A 'urina espumosa' é um sinal clássico de proteinúria. Para confirmar o diagnóstico, é essencial quantificar a perda proteica (proteinúria de 24h), avaliar a hipoalbuminemia e o perfil lipídico, que são os pilares diagnósticos da síndrome.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é uma glomerulopatia caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. É uma das doenças renais mais comuns na infância, sendo a glomerulonefrite de lesões mínimas a causa mais frequente em crianças, geralmente com bom prognóstico e resposta a corticosteroides. A apresentação clínica clássica é o edema, que pode ser periorbital, facial, em membros inferiores e até generalizado (anasarca), acompanhado de urina espumosa. O diagnóstico da síndrome nefrótica é laboratorial e requer a confirmação da proteinúria maciça, que pode ser avaliada pela proteinúria de 24 horas ou pela relação proteína/creatinina em amostra isolada de urina. A hipoalbuminemia sérica é um achado constante, refletindo a perda proteica. A hiperlipidemia, com elevação do colesterol total, LDL e triglicerídeos, é uma consequência metabólica da hipoalbuminemia e da síntese hepática compensatória. Para o residente, é fundamental reconhecer o quadro clínico sugestivo e solicitar os exames corretos para a confirmação diagnóstica. Além dos exames mencionados, a avaliação da função renal (creatinina, ureia) e da urina tipo 1 (para descartar hematúria e cilindros que sugeririam síndrome nefrítica) são importantes para o manejo inicial. O tratamento visa controlar o edema, reduzir a proteinúria e prevenir complicações como infecções e tromboses.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da síndrome nefrótica em crianças?

Os principais sinais e sintomas incluem edema generalizado (facial, periorbital, membros inferiores, região genital), ganho de peso, ascite, derrame pleural e urina 'espumosa' devido à proteinúria.

Por que a proteinúria de 24 horas é um exame crucial na síndrome nefrótica?

A proteinúria de 24 horas é crucial porque quantifica a perda proteica, sendo um dos critérios diagnósticos da síndrome nefrótica (geralmente > 3,5g/24h em adultos ou > 40mg/m2/h em crianças), e também auxilia no monitoramento da resposta ao tratamento.

Qual a importância da albumina e do perfil lipídico no diagnóstico da síndrome nefrótica?

A hipoalbuminemia (< 3,0 g/dL) é um critério diagnóstico e reflete a perda proteica urinária. A hiperlipidemia (aumento de colesterol e triglicerídeos) é uma consequência da hipoalbuminemia, pois o fígado aumenta a síntese de lipoproteínas em resposta à baixa pressão oncótica.

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