UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Sobre a Síndrome Nefrótica, é correto afirmar:
Síndrome Nefrótica → alto risco de trombose, infecção, deficiência de Vit D, desnutrição e toxicidade medicamentosa.
A Síndrome Nefrótica, caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, predispõe a diversas complicações graves. A perda de proteínas na urina leva à deficiência de fatores de coagulação e imunoglobulinas, aumentando o risco de trombose e infecções, além de impactar o metabolismo de vitaminas e drogas.
A Síndrome Nefrótica é uma condição clínica caracterizada por proteinúria maciça (>3,5 g/1,73m²/dia em adultos), hipoalbuminemia (<3,0 g/dL), edema generalizado e hiperlipidemia. Resulta de um aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, permitindo a passagem excessiva de proteínas plasmáticas para a urina. Pode ser primária (idiopática, como doença de lesões mínimas, glomeruloesclerose segmentar e focal) ou secundária a doenças sistêmicas (diabetes mellitus, amiloidose, lúpus eritematoso sistêmico). As complicações da Síndrome Nefrótica são diversas e potencialmente graves, sendo cruciais para a morbimortalidade dos pacientes. A perda urinária de proteínas, incluindo fatores de coagulação e imunoglobulinas, predispõe a estados de hipercoagulabilidade (com risco de trombose da veia renal e outros eventos tromboembólicos) e imunodeficiência (aumentando a suscetibilidade a infecções, especialmente por bactérias encapsuladas). Além disso, a hipoalbuminemia leva à desnutrição proteica e pode alterar a ligação de medicamentos às proteínas plasmáticas, impactando sua farmacocinética e potencializando toxicidade. A perda de proteínas transportadoras de vitaminas, como a vitamina D, pode resultar em deficiências. O manejo da Síndrome Nefrótica envolve o tratamento da causa subjacente, controle do edema, da hiperlipidemia e, fundamentalmente, a prevenção e tratamento dessas complicações, que são pontos-chave na prática clínica e em provas de residência.
As principais complicações da Síndrome Nefrótica incluem eventos tromboembólicos (como trombose da veia renal), infecções (devido à perda de imunoglobulinas), deficiência de vitamina D, desnutrição proteica e alterações na farmacocinética de drogas devido à hipoalbuminemia.
O risco aumentado de trombose na Síndrome Nefrótica deve-se à perda urinária de anticoagulantes naturais (como antitrombina III), aumento da síntese hepática de fatores de coagulação e plaquetas, e hemoconcentração.
A hipoalbuminemia na Síndrome Nefrótica reduz a ligação de drogas às proteínas plasmáticas, aumentando a fração livre da droga e, consequentemente, o risco de toxicidade ou a necessidade de ajuste de dose para manter a eficácia terapêutica.
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