UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
A criança com síndrome nefrótica precisa do seu calendário vacinal completo. Algumas vacinas têm forte recomendação para essas crianças. Entre elas, está:
Crianças com síndrome nefrótica têm alto risco de infecção por pneumococo, exigindo vacinação específica.
Crianças com síndrome nefrótica, especialmente aquelas em uso de corticosteroides ou com proteinúria maciça, apresentam maior risco de infecções graves, particularmente por Streptococcus pneumoniae. A vacina pneumocócica (conjugada e polissacarídica) é fortemente recomendada para prevenir essas complicações.
A síndrome nefrótica em crianças é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Embora a maioria dos casos seja de etiologia idiopática e responda bem aos corticosteroides, a doença e seu tratamento conferem um estado de imunossupressão que aumenta significativamente o risco de infecções graves. A peritonite bacteriana espontânea, frequentemente causada por Streptococcus pneumoniae, é uma complicação particularmente temida. Devido a esse risco elevado, a imunização adequada é um pilar fundamental no manejo dessas crianças. O calendário vacinal deve ser rigorosamente seguido, com atenção especial às vacinas que conferem proteção contra patógenos comuns e graves. A vacina pneumocócica, tanto a conjugada (PCV13) quanto a polissacarídica (PPSV23), é fortemente recomendada para fornecer proteção contra as cepas mais prevalentes de pneumococo. É importante que os residentes compreendam as diretrizes de vacinação para crianças com síndrome nefrótica, incluindo a necessidade de vacinas adicionais e as precauções com vacinas vivas atenuadas durante períodos de imunossupressão. A vacinação contra influenza também é crucial anualmente. O manejo proativo da imunização pode prevenir morbidade e mortalidade significativas nessa população vulnerável.
Crianças com síndrome nefrótica têm maior risco de infecções devido à imunossupressão pelo uso de corticosteroides, perda urinária de imunoglobulinas e fatores de complemento, e disfunção esplênica em alguns casos.
A vacina pneumocócica é a principal recomendação, devido ao alto risco de infecções invasivas por Streptococcus pneumoniae, como peritonite bacteriana espontânea e sepse, que são complicações graves da síndrome nefrótica.
Vacinas vivas atenuadas, como sarampo, caxumba, rubéola (SCR) e febre amarela, devem ser evitadas ou adiadas durante períodos de imunossupressão intensa (altas doses de corticoides) devido ao risco de doença vacinal.
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