HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2015
Marque a alternativa INCORRETA em relação às alterações encontradas na síndrome nefrótica:
Síndrome nefrótica → proteinúria maciça, hipoalbuminemia, hiperlipidemia, edema; classicamente cursa com hipovolemia intravascular.
A síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Embora o edema seja proeminente, a redução da pressão oncótica plasmática devido à hipoalbuminemia leva ao extravasamento de fluido para o interstício, resultando em hipovolemia intravascular e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
A síndrome nefrótica é uma condição renal caracterizada por um conjunto de achados clínicos e laboratoriais que refletem um aumento significativo da permeabilidade da barreira de filtração glomerular. É uma das principais causas de doença renal em crianças e adultos, com diversas etiologias subjacentes, incluindo glomerulonefrites primárias e secundárias. A compreensão de suas manifestações é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia central da síndrome nefrótica envolve a proteinúria maciça, que é a perda de grandes quantidades de proteínas plasmáticas na urina. Isso leva à hipoalbuminemia, que por sua vez diminui a pressão oncótica plasmática, resultando em edema generalizado. A hipovolemia intravascular efetiva, apesar do edema, é um achado clássico, ativando o sistema renina-angiotensina-aldosterona e contribuindo para a retenção de sódio e água. A hiperlipidemia é outra característica marcante, decorrente do aumento da síntese hepática de lipoproteínas em resposta à hipoalbuminemia e à perda de proteínas reguladoras. O tratamento da síndrome nefrótica visa controlar o edema, reduzir a proteinúria e prevenir complicações. Inclui restrição de sódio, diuréticos, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) para reduzir a proteinúria, e estatinas para a hiperlipidemia. O manejo da causa subjacente, muitas vezes com imunossupressores, é fundamental para a remissão da doença e melhora do prognóstico renal.
A síndrome nefrótica é diagnosticada pela presença de proteinúria maciça (>3,5 g/1,73m²/dia), hipoalbuminemia (<3,0 g/dL), edema e hiperlipidemia. Pode haver também lipidúria.
A hipoalbuminemia severa reduz a pressão oncótica plasmática, levando ao extravasamento de líquido do compartimento intravascular para o interstício, o que resulta em edema e, paradoxalmente, hipovolemia intravascular efetiva.
As complicações incluem trombose (devido à perda de antitrombina III), infecções (perda de imunoglobulinas), lesão renal aguda, desnutrição e dislipidemia grave, aumentando o risco cardiovascular.
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