Manejo Trombótico na Síndrome Nefrótica: Quando Anticoagular?

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Em relação à síndrome nefrótica é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A glomeruloesclerose segmentar e focal é uma das causas primárias de síndrome nefrótica.
  2. B) Pacientes com síndrome nefrótica apresentam maior risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
  3. C) O uso de anticoagulantes orais profiláticos e universalmente indicado para todos os pacientes com síndrome nefrótica, devido ao risco elevado de eventos tromboembólicos.
  4. D) A hipertensão arterial não é uma característica constante na síndrome nefrótica e está presente em aproximadamente 50% dos casos. A presença ou ausência de hipertensão varia de acordo com a etiologia e a patogênese subjacente da síndrome nefrótica.
  5. E) A hipercoagulabilidade na síndrome nefrótica ocorre devido ao aumento na produção hepática de fatores de coagulação e perda urinária de antitrombina III.

Pérola Clínica

Síndrome Nefrótica → Hipercoagulabilidade (perda ATIII), mas anticoagulação universal NÃO é indicada.

Resumo-Chave

O estado de hipercoagulabilidade decorre da perda urinária de antitrombina III e aumento de fatores pró-coagulantes; a anticoagulação é reservada para casos de alto risco (ex: albumina < 2.0-2.5 g/dL).

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é definida por proteinúria maciça (>3,5g/24h), hipoalbuminemia, edema e dislipidemia. A fisiopatologia da hipercoagulabilidade é complexa, envolvendo a perda de proteínas reguladoras do sistema de coagulação pelo glomérulo lesado. Embora o risco de TVP e TEP seja elevado, especialmente na nefropatia membranosa, o risco de sangramento iatrogênico impede a recomendação de anticoagulação universal. A hipertensão está presente em cerca de metade dos casos, variando conforme a lesão histológica subjacente.

Perguntas Frequentes

Por que ocorre trombose na síndrome nefrótica?

Ocorre devido ao desequilíbrio entre fatores pró e anticoagulantes, com perda urinária de antitrombina III, proteína S e C, além de aumento da síntese hepática de fibrinogênio e ativação plaquetária.

Quais as causas primárias mais comuns de síndrome nefrótica?

Em adultos, a Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF) e a Nefropatia Membranosa são as principais causas primárias.

Quando considerar anticoagulação profilática?

É considerada em pacientes com alto risco, como na Nefropatia Membranosa com albumina sérica muito baixa (< 2.0-2.5 g/dL), mas nunca de forma universal para todos os pacientes.

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