UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, com 5 anos de idade, é levado ao Serviço de Saúde por apresentar-se edemaciado. Sem antecedentes obstétricos e neonatais de importância, nega alergias a alimentos e medicamentos. Nega febre. Ao exame físico o paciente apresenta bom contato, hidratado, corado, acianótico. Ausculta cardíaca e pulmonar sem anormalidades. Abdome globoso, baço e fígado não palpáveis. Edema detectado em região periorbitária e membros inferiores. O exame de urina revela proteína de 40 mg/ m2/h. Entre as alterações abaixo, esse paciente pode apresentar com maior frequência:
Síndrome nefrótica → proteinúria, edema, hipoalbuminemia, e dislipidemia (↑colesterol total, ↑LDL, ↑VLDL, ↓HDL).
A síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e dislipidemia. A dislipidemia na síndrome nefrótica tipicamente envolve aumento do colesterol total, LDL e VLDL, e uma diminuição do HDL, devido a alterações na síntese e catabolismo lipídico.
A síndrome nefrótica é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Em crianças, a forma mais comum é a síndrome nefrótica de lesões mínimas, que geralmente responde bem à corticoterapia. O edema, frequentemente periorbitário e em membros inferiores, é o sintoma mais evidente e resulta da hipoalbuminemia, que diminui a pressão oncótica plasmática. A fisiopatologia da dislipidemia na síndrome nefrótica é multifatorial. A perda urinária de proteínas, incluindo a albumina, estimula o fígado a aumentar a síntese de proteínas e lipoproteínas. Há um aumento na produção de VLDL e LDL, e uma diminuição no catabolismo de lipoproteínas devido à redução da atividade da lipase lipoproteica e da lecitina-colesterol aciltransferase (LCAT). Consequentemente, observa-se hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e, frequentemente, níveis diminuídos de HDL-colesterol. O manejo da síndrome nefrótica envolve o controle do edema com diuréticos, a redução da proteinúria com corticosteroides e, em alguns casos, imunossupressores. O tratamento da dislipidemia é importante para reduzir o risco cardiovascular a longo prazo, embora em crianças o foco inicial seja o controle da doença renal subjacente. A monitorização regular dos níveis lipídicos é crucial para guiar as intervenções.
Os critérios incluem proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou >40 mg/m²/h), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia.
A hipoalbuminemia estimula a síntese hepática de lipoproteínas (VLDL, LDL) e a diminuição da atividade da lipase lipoproteica reduz o catabolismo, resultando em hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia, comumente acompanhadas de HDL baixo.
As complicações incluem infecções (peritonite bacteriana espontânea), trombose, insuficiência renal aguda, desnutrição e as consequências a longo prazo da dislipidemia e hipertensão.
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