Síndrome Nefrótica Paraneoplásica: Diagnóstico e Manejo

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 72 anos, com diagnóstico recente (e já em início de tratamento) de adenocarcinoma ductal infiltrante de mama, retornou ao ambulatório de clínica médica, com queixa de “inchaço”. Ela informou que tem acordado com edema palpebral bilateral e edema em membros inferiores, predominantemente vespertino. Negou dispneia. Referiu urina espumosa. Em sua história patológica pregressa, há relato de hipertensão arterial sistêmica, estando ela em tratamento com anlodipino e atenolol. No exame, a paciente mostrava-se levemente hipocorada, apresentando edema peripalpebral bilateral e edema de membros inferiores (3+/4+); sua pressão arterial se encontrava em 140 × 88 mmHg. Exames complementares solicitados revelaram dislipidemia (hipercolesterolemia às custas de LDL-colesterol), hipoalbuminemia (2,4 g/dL) e proteína na urina de 24 horas no valor de 4,2 g (valor de referência < 0,15 g).A hipótese diagnóstica mais provável para a queixa atual da paciente é

Alternativas

  1. A) disfunção hepática precipitada por metástases do câncer de mama e hipertensão portal.
  2. B) angioedema induzido pelo esquema quimioterápico.
  3. C) cardiotoxicidade secundária ao esquema quimioterápico com insuficiência cardíaca descompensada perfil B.
  4. D) nefropatia membranosa paraneoplásica com síndrome nefrótica.

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