SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Com relação à síndrome nefrótica, pode-se afirmar:
Síndrome Nefrótica em idosos → investigar causas secundárias: Mieloma Múltiplo e neoplasias.
Em pacientes idosos com síndrome nefrótica, a probabilidade de causas secundárias é significativamente maior do que em jovens. É crucial investigar condições como Mieloma Múltiplo, amiloidose, e diversas neoplasias (pulmão, cólon, estômago, linfomas), que podem se manifestar com glomerulopatias.
A síndrome nefrótica é uma condição clínica caracterizada por proteinúria maciça (excreção urinária de proteínas > 3,5 g/24h), hipoalbuminemia, edema generalizado e dislipidemia. Embora possa ser causada por glomerulopatias primárias (como doença de lesões mínimas, glomerulonefrite membranosa, glomeruloesclerose segmentar e focal), é crucial considerar causas secundárias, especialmente em populações específicas. Em pacientes idosos, a prevalência de causas secundárias de síndrome nefrótica é significativamente maior. Nesses casos, a síndrome nefrótica pode ser a primeira manifestação de doenças sistêmicas graves, como o Mieloma Múltiplo (que pode causar amiloidose ou doença de depósito de cadeias leves), outras discrasias de células plasmáticas, e diversas neoplasias sólidas (pulmão, cólon, estômago, mama) ou hematológicas (linfomas, leucemias). A investigação etiológica nesses pacientes deve ser abrangente, incluindo exames para rastreio de malignidades. Para residentes, o manejo da síndrome nefrótica exige uma abordagem diagnóstica sistemática. A biópsia renal é frequentemente necessária para determinar a histologia e a etiologia específica, guiando o tratamento. A identificação e tratamento da causa subjacente, quando secundária, são fundamentais para o prognóstico e para evitar complicações renais e sistêmicas associadas à síndrome nefrótica.
A síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça (>3,5g/24h), hipoalbuminemia, edema generalizado e dislipidemia.
Em idosos, a síndrome nefrótica frequentemente é uma manifestação de uma doença sistêmica subjacente, como doenças autoimunes, infecções crônicas, diabetes, ou, mais criticamente, malignidades como Mieloma Múltiplo e outros cânceres.
Em crianças, a doença de lesões mínimas é a causa mais comum. Em adultos, a glomerulonefrite membranosa e a glomeruloesclerose segmentar e focal são as causas primárias mais frequentes, mas a prevalência de causas secundárias aumenta com a idade.
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