Síndrome Nefrótica: Diagnóstico Etiológico e Biópsia Renal

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 59 anos é admitido em hospital com sintomas de edema periférico, hipertensão arterial e proteinúria significativa. Após a realização de exames foi diagnosticado com síndrome nefrótica. Ao chegar para atendê-lo, qual dos seguintes exames você deveria solicitar, como mais importante, para confirmar a presença de síndrome nefrótica e determinar a causa subjacente da doença?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia renal.
  2. B) Biópsia renal.
  3. C) Tomografia Computadorizada do abdome.
  4. D) Exame de urina com urocultura.

Pérola Clínica

Síndrome nefrótica no adulto → Biópsia renal para diagnóstico etiológico e guia terapêutico.

Resumo-Chave

Embora a clínica defina a síndrome nefrótica, a biópsia é o padrão-ouro para identificar a lesão histológica subjacente e determinar o prognóstico e tratamento.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica é caracterizada por um aumento severo da permeabilidade glomerular. Em adultos, a diversidade de causas (primárias ou secundárias a doenças sistêmicas como DM e Lúpus) torna a biópsia renal indispensável. O exame histopatológico, associado à imunofluorescência e microscopia eletrônica, permite identificar o padrão de lesão, o que é crucial para decidir entre o uso de corticoides, imunossupressores citotóxicos ou apenas terapia de suporte.

Perguntas Frequentes

Quando indicar biópsia renal na síndrome nefrótica?

A biópsia é indicada em quase todos os adultos com síndrome nefrótica idiopática para diferenciar entre Doença de Lesão Mínima, GEFS, Glomerulopatia Membranosa ou causas secundárias, pois o tratamento varia drasticamente entre elas.

Quais os critérios laboratoriais para síndrome nefrótica?

Os critérios clássicos incluem proteinúria > 3,5 g/24h (em adultos), hipoalbuminemia (< 3,0 g/dL), edema, hiperlipidemia e lipidúria.

A ultrassonografia renal substitui a biópsia?

Não. A ultrassonografia é útil para avaliar o tamanho renal e excluir obstruções ou rins policísticos, mas não fornece informações sobre a arquitetura glomerular necessária para o diagnóstico de glomerulopatias.

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