Síndrome Nefrótica na Infância: Complicações e Manejo

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

Os pacientes nefróticos apresentam elevada susceptilidade a complicações. Sobre as complicações da síndrome nefrótica na infância, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Os pacientes com síndrome nefrótica estão em estado de hipercoagulabilidade em decorrência da maior agregação plaquetária e diminuição da atividade de fibrinolisinas, como a antitrombina III.
  2. B) São comuns o aparecimento de celulites em decorrência da infecção pelo Streptococcus epidermidis.
  3. C) A peritonite no paciente com síndrome nefrótica é secundária à infecção por E. coli.
  4. D) Pode ocorrer osteopenia pela maior absorção da vitamina D, do cálcio e pelo uso de corticoide.
  5. E) Os principais agentes bacterianos, envolvidos nas complicações infecciosas, são Pseudomonasa eruginosa e o Streptococcus epidermidis.

Pérola Clínica

Síndrome Nefrótica: Hipercoagulabilidade devido à perda urinária de antitrombina III e ↑ agregação plaquetária.

Resumo-Chave

A síndrome nefrótica predispõe à hipercoagulabilidade devido à perda urinária de fatores anticoagulantes como a antitrombina III, aumento de fatores de coagulação e disfunção plaquetária, elevando o risco de eventos trombóticos.

Contexto Educacional

A síndrome nefrótica na infância é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Embora a maioria dos casos seja de doença de lesões mínimas com bom prognóstico, os pacientes nefróticos são altamente suscetíveis a uma série de complicações graves, que podem impactar significativamente a morbidade e mortalidade. O reconhecimento e manejo dessas complicações são fundamentais na prática pediátrica. As complicações mais relevantes incluem infecções e eventos tromboembólicos. A hipercoagulabilidade é uma característica marcante da síndrome nefrótica, decorrente de múltiplos fatores: perda urinária de anticoagulantes naturais (como antitrombina III, proteína S), aumento da síntese hepática de fatores pró-coagulantes (fibrinogênio, fator V, fator VIII), e disfunção plaquetária. Isso eleva substancialmente o risco de trombose venosa e arterial. As infecções são outra complicação frequente, devido à perda urinária de imunoglobulinas, deficiência de complemento e imunossupressão pelo uso de corticosteroides. A peritonite bacteriana espontânea, geralmente causada por Streptococcus pneumoniae, é a infecção mais temida. Outras complicações incluem insuficiência renal aguda, desnutrição e osteopenia (pela perda de vitamina D e cálcio, e uso de corticoides). O manejo envolve tratamento da doença de base, profilaxia de complicações e tratamento agressivo de infecções e tromboses.

Perguntas Frequentes

Por que a síndrome nefrótica causa hipercoagulabilidade?

A hipercoagulabilidade na síndrome nefrótica resulta da perda urinária de proteínas anticoagulantes (como antitrombina III), aumento da síntese hepática de fatores pró-coagulantes e disfunção plaquetária, desequilibrando o sistema de coagulação.

Quais são as infecções mais comuns na síndrome nefrótica?

As infecções mais comuns são peritonite bacteriana espontânea (principalmente por Streptococcus pneumoniae), celulite e sepse, devido à imunossupressão, perda de imunoglobulinas e deficiência de complemento.

Como a síndrome nefrótica afeta o metabolismo ósseo?

A osteopenia pode ocorrer devido à perda urinária de vitamina D ligada a proteínas, má absorção de cálcio e, frequentemente, ao uso prolongado de corticosteroides, que impactam a densidade óssea.

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