UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Pré-escolar de 5 anos, com diagnóstico recente de síndrome nefrótica, está na terceira semana de uso de prednisolona 2 mg/kg/dia com evolução favorável. Em consulta com o pediatra, é constatado que o cartão vacinal está desatualizado. Para a atualização do cartão, as vacinas que o pediatra deve indicar nesse momento são:
Corticoide ≥ 2mg/kg/dia por > 14 dias → Contraindica vacinas de agentes vivos (atenuadas).
Pacientes em corticoterapia imunossupressora não devem receber vacinas de vírus vivos ou bactérias atenuadas; vacinas inativadas são seguras e indicadas.
A Síndrome Nefrótica frequentemente requer o uso prolongado de corticosteroides para indução da remissão. A prednisolona, em doses elevadas, inibe a proliferação de linfócitos T e a produção de citocinas, criando um estado de imunossupressão iatrogênica. A gestão vacinal nesses pacientes é crítica para prevenir infecções oportunistas e complicações de doenças imunopreveníveis. O PNI (Programa Nacional de Imunizações) e os CRIE (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais) orientam que vacinas inativadas sejam mantidas ou atualizadas, enquanto as atenuadas devem aguardar a redução da dose de corticoide para níveis fisiológicos ou a suspensão do fármaco por pelo menos um mês. A vacina pneumocócica é particularmente importante na síndrome nefrótica devido ao risco aumentado de peritonite primária por Streptococcus pneumoniae.
Em pediatria, considera-se dose imunossupressora o uso de Prednisona (ou equivalente) em dose ≥ 2 mg/kg/dia ou um total superior a 20 mg/dia, por um período superior a 14 dias. Nestas condições, a resposta imune está comprometida e o uso de vacinas de agentes vivos é contraindicado.
Estão contraindicadas as vacinas de agentes vivos atenuados, como: SCR (sarampo, caxumba, rubéola), Varicela, Febre Amarela, BCG, VOP (pólio oral) e Rotavírus. Essas vacinas só devem ser administradas, em geral, após 4 semanas da interrupção do tratamento imunossupressor.
Sim, vacinas inativadas (como Pentavalente, Pneumocócica, Meningocócica, Influenza e Hepatites) podem ser administradas. No entanto, a resposta imunológica (soroconversão) pode ser inferior à de indivíduos imunocompetentes, podendo ser necessária a reavaliação de títulos ou doses de reforço após a recuperação da imunidade.
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