INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher de 45 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica há menos de 1 ano, vai à consulta de acompanhamento no centro de saúde. Durante a consulta, são observados edema e piora da hipertensão. Em investigação laboratorial, constata a presença de hematúria microscópica persistente com presença de dismorfismo eritrocitário, proteinúria de 1,5 g/24 horas e albumina sérica de 3,6 mg/dL. A paciente é referenciada ao nefrologista que indicou a realização de biópsia renal.Assinale a alternativa que apresenta a síndrome clínica reportada e um possível diagnóstico compatível com o quadro.
Hematúria dismórfica + proteinúria < 3,5g/24h + hipertensão/edema → Síndrome Nefrítica.
O quadro clínico de hematúria microscópica com dismorfismo eritrocitário, proteinúria subnefrótica (1,5 g/24h), edema e piora da hipertensão é clássico da síndrome nefrítica. A nefropatia por IgA é uma causa comum de síndrome nefrítica, especialmente em adultos, e se manifesta com esses achados.
A síndrome nefrítica é uma manifestação clínica de diversas glomerulonefrites, caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas que refletem a inflamação glomerular. É uma condição importante na prática clínica, especialmente em nefrologia e clínica médica, e sua correta identificação é crucial para o manejo adequado. A epidemiologia varia conforme a etiologia subjacente, mas é uma das principais causas de doença renal crônica se não tratada. Clinicamente, a síndrome nefrítica se manifesta por hematúria (frequentemente com dismorfismo eritrocitário e cilindros hemáticos, indicando origem glomerular), proteinúria (geralmente subnefrótica, ou seja, <3,5g/24h), hipertensão arterial (devido à retenção de sódio e água), edema (periorbital e em membros inferiores) e, em casos mais graves, oligúria e elevação da creatinina sérica. A fisiopatologia envolve a lesão inflamatória dos glomérulos, que compromete a barreira de filtração e a função renal. A suspeita diagnóstica é clínica e laboratorial, sendo a biópsia renal o padrão-ouro para a etiologia. O tratamento da síndrome nefrítica é direcionado à causa subjacente e ao controle dos sintomas. Medidas de suporte incluem controle da pressão arterial, manejo do edema e restrição de sódio e líquidos. Em casos de nefropatia por IgA, por exemplo, o tratamento pode envolver inibidores da ECA/BRA, corticosteroides ou imunossupressores, dependendo da gravidade e progressão da doença. O prognóstico é variável e depende da etiologia, da extensão da lesão renal e da resposta ao tratamento, sendo fundamental o acompanhamento nefrológico para monitorar a função renal e prevenir a progressão para doença renal crônica terminal.
A síndrome nefrítica é caracterizada por hematúria (frequentemente com dismorfismo eritrocitário e cilindros hemáticos), proteinúria (geralmente subnefrótica, <3,5g/24h), hipertensão arterial, edema e, em alguns casos, oligúria e elevação da creatinina sérica.
A nefropatia por IgA (doença de Berger) é a glomerulonefrite primária mais comum e frequentemente se manifesta com episódios de hematúria macroscópica recorrente, geralmente após infecções de vias aéreas superiores, ou como hematúria microscópica persistente com proteinúria e hipertensão, configurando um quadro de síndrome nefrítica.
A biópsia renal é fundamental para confirmar o diagnóstico etiológico da síndrome nefrítica, identificar o tipo histopatológico da glomerulonefrite e avaliar o grau de lesão renal, o que é crucial para o prognóstico e a escolha do tratamento adequado.
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