ENARE/ENAMED — Prova 2021
Síndrome caracterizada por edema, hipertensão, hematúria e graus variáveis de insuficiência renal, além de proteinúria pouco intensa. A apresentação clássica é a glomerulonefrite difusa aguda pósestreptocócica em crianças. Com base na descrição apresentada, assinale, dentre as seguintes alternativas, aquela que corresponde à síndrome descrita e apresenta uma possível etiologia dessa síndrome.
Síndrome Nefrítica = edema, hipertensão, hematúria, IR e proteinúria leve. Etiologia comum: GNDA pós-estreptocócica. Outra: Endocardite.
A Síndrome Nefrítica é caracterizada pela tríade clássica de edema, hipertensão e hematúria, frequentemente acompanhada de graus variáveis de insuficiência renal e proteinúria subnefrótica. A glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDA) é a etiologia mais comum em crianças, mas outras causas, como a endocardite infecciosa, também podem desencadear um quadro nefrítico devido à formação de imunocomplexos.
A Síndrome Nefrítica é um quadro clínico de grande importância na nefrologia e clínica médica, sendo um tema recorrente em provas de residência. Ela é caracterizada por uma constelação de sintomas que incluem edema, hipertensão, hematúria (frequentemente com cilindros hemáticos e dismorfismo eritrocitário), graus variáveis de insuficiência renal e proteinúria que, embora presente, é tipicamente subnefrótica (geralmente < 3,5g/dia). A apresentação clássica em crianças é a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDA), que ocorre após infecções por Streptococcus beta-hemolítico do grupo A. A fisiopatologia da Síndrome Nefrítica envolve um processo inflamatório glomerular, muitas vezes mediado por imunocomplexos que se depositam na membrana basal glomerular, ativando o sistema complemento e resultando em dano celular. O diagnóstico é clínico, laboratorial (creatinina elevada, hematúria, proteinúria, consumo de complemento em algumas etiologias) e, por vezes, requer biópsia renal para confirmação etiológica. É crucial suspeitar da síndrome em pacientes com edema súbito, hipertensão e urina escura ou avermelhada. As etiologias da Síndrome Nefrítica são diversas. Além da GNDA, outras causas incluem glomerulonefrites rapidamente progressivas, lúpus eritematoso sistêmico, vasculites (como granulomatose com poliangiite), e infecções crônicas como a endocardite infecciosa. No caso da endocardite, a glomerulonefrite é causada pela deposição de imunocomplexos circulantes nos glomérulos. O tratamento é direcionado à causa subjacente e ao controle dos sintomas, como a hipertensão e o edema, com diuréticos e anti-hipertensivos, e, em alguns casos, imunossupressores.
A Síndrome Nefrítica é classicamente caracterizada por edema (especialmente periorbital e em membros inferiores), hipertensão arterial, hematúria (macroscópica ou microscópica, com dismorfismo eritrocitário e cilindros hemáticos), graus variáveis de insuficiência renal e proteinúria geralmente subnefrótica (inferior a 3,5g/dia).
Em crianças, a etiologia mais comum da Síndrome Nefrítica é a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDA). Esta condição ocorre após uma infecção por Streptococcus pyogenes (faringite ou impetigo), com um período de latência de 1 a 3 semanas, e é causada pela deposição de imunocomplexos nos glomérulos.
A endocardite infecciosa pode levar à Síndrome Nefrítica através da formação de imunocomplexos. Antígenos bacterianos liberados na corrente sanguínea se ligam a anticorpos, formando complexos que se depositam nos glomérulos renais, ativando o complemento e causando inflamação glomerular, resultando em um quadro nefrítico.
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