Encefalopatia Hipertensiva na Síndrome Nefrítica: Diagnóstico

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015

Enunciado

João Luiz é uma criança de 8 anos de idade que foi admitida no HUT com quadro de torpor, sonolência, amaurose transitória, após episódio de crise convulsiva. A mãe da criança informou que acerca de cinco dias, ela iniciou um quadro de aumento rápido de peso, com edema periorbitário e de membros inferiores, além de oligúria e urina escura. Apresentava tiragem intercostal e de fúrcula, dispneia, Frequência Respiratória 40 ipm, Pressão arterial 130/98mmHg e Frequência Cardíaca 100bpm. Baseado no quadro acima. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Encefalite viral.
  2. B) Tumor cerebral.
  3. C) Síndrome Nefrótica com comprometimento Nefrítico. 
  4. D) Encefalopatia hipertensiva devido à Síndrome Nefrítica.
  5. E) Encefalopatia Hipóxico isquêmica.

Pérola Clínica

Criança com edema, oligúria, urina escura + HAS grave e sintomas neurológicos → Encefalopatia hipertensiva por Síndrome Nefrítica.

Resumo-Chave

O quadro clínico de João Luiz, com edema, oligúria, urina escura e hipertensão arterial grave, é altamente sugestivo de Síndrome Nefrítica Aguda. Os sintomas neurológicos como torpor, sonolência, amaurose transitória e crise convulsiva, em um contexto de hipertensão descontrolada, indicam encefalopatia hipertensiva, uma complicação grave da síndrome nefrítica.

Contexto Educacional

A Síndrome Nefrítica Aguda é uma condição renal caracterizada por inflamação glomerular, resultando em hematúria, proteinúria, edema, hipertensão e oligúria. A causa mais comum em crianças é a glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE), que se manifesta 1-3 semanas após uma infecção estreptocócica de orofaringe ou pele. A hipertensão arterial é uma complicação frequente e pode ser grave, levando a manifestações sistêmicas. A encefalopatia hipertensiva é uma emergência neurológica que ocorre quando a pressão arterial excede os limites da autorregulação cerebral, causando edema cerebral e sintomas como cefaleia, vômitos, alterações visuais, convulsões e coma. O manejo da Síndrome Nefrítica e suas complicações exige monitoramento rigoroso da pressão arterial, balanço hídrico e função renal. O tratamento da encefalopatia hipertensiva é focado na redução gradual e controlada da pressão arterial para prevenir lesões cerebrais permanentes, enquanto se trata a causa subjacente da síndrome nefrítica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da Síndrome Nefrítica Aguda?

Os sinais clássicos da Síndrome Nefrítica Aguda incluem edema (especialmente periorbitário), oligúria, urina escura (hematúria macroscópica), e hipertensão arterial, que podem surgir após uma infecção estreptocócica.

Por que a encefalopatia hipertensiva ocorre na síndrome nefrítica?

A encefalopatia hipertensiva ocorre devido à elevação súbita e grave da pressão arterial, que excede a capacidade de autorregulação dos vasos cerebrais, levando a extravasamento de fluido, edema cerebral e disfunção neurológica, como convulsões e torpor.

Qual a conduta inicial para uma criança com encefalopatia hipertensiva por síndrome nefrítica?

A conduta inicial envolve o controle rigoroso da pressão arterial com anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida, como nitroprussiato ou labetalol, além do manejo das complicações neurológicas e do suporte geral, visando proteger o cérebro.

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