UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente, 30 anos, sexo feminino, queixa-se de edema e urina escurecida. Observa-se edema peripalpebral, hipertensão arterial sistêmica, ausculta cardiopulmonar sem nada digno de nota. Urina EAS com 40 hemácias/campo e 1+ de proteína, proteinúria de 24 horas com 1 grama, creatinina 2 mg/dl, C3 50 mg/dl (90-180 mg/dl), albumina sérica 3,5 g/dl, colesterol sérico 150 mg/dl. A síndrome a que se refere o caso e a doença que ocasiona consumo de complemento são, respectivamente,
Edema, HAS, hematúria, proteinúria subnefrótica, ↑ creatinina, ↓ C3 = Síndrome Nefrítica. LES é causa comum com hipocomplementemia.
A síndrome nefrítica é caracterizada por hematúria (urina escurecida), hipertensão arterial, edema e proteinúria subnefrótica, frequentemente acompanhada de insuficiência renal aguda. A hipocomplementemia (C3 baixo) é um achado importante que direciona para etiologias como a nefrite lúpica ou glomerulonefrite pós-estreptocócica.
A síndrome nefrítica é uma manifestação clínica de diversas glomerulonefrites, caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas que incluem hematúria (frequentemente com dismorfismo eritrocitário e cilindros hemáticos), hipertensão arterial, edema (geralmente peripalpebral e de membros inferiores), e graus variáveis de proteinúria e insuficiência renal. É crucial diferenciá-la da síndrome nefrótica. A fisiopatologia envolve um processo inflamatório agudo nos glomérulos, que leva à lesão da barreira de filtração glomerular e à proliferação celular. A hipocomplementemia, particularmente a redução dos níveis de C3, é um achado importante que sugere etiologias como a glomerulonefrite pós-estreptocócica, nefrite lúpica, ou glomerulonefrite membranoproliferativa. O diagnóstico etiológico da síndrome nefrítica é fundamental para o tratamento adequado. A nefrite lúpica, uma complicação renal do Lúpus Eritematoso Sistêmico, é uma causa comum de glomerulonefrite com hipocomplementemia e requer uma abordagem terapêutica específica, muitas vezes com imunossupressores. O prognóstico varia conforme a causa subjacente e a resposta ao tratamento.
Clinicamente, a síndrome nefrítica manifesta-se com edema (especialmente peripalpebral), hipertensão arterial e urina escurecida (hematúria macro ou microscópica). Laboratorialmente, há proteinúria subnefrótica, elevação da creatinina e, em algumas etiologias, hipocomplementemia.
O LES é uma doença autoimune que pode causar nefrite lúpica, uma glomerulonefrite imunocomplexo-mediada. A formação e deposição de imunocomplexos ativam o sistema complemento, levando ao consumo de C3 e C4.
A síndrome nefrítica é marcada por hematúria, hipertensão e proteinúria subnefrótica, com inflamação glomerular. A síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça (>3,5g/dia), hipoalbuminemia, edema generalizado e hiperlipidemia, sem inflamação glomerular proeminente.
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