HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Qual seria a definição da Síndrome de Münchausen em pediatria?
Síndrome de Münchausen por procuração = transtorno factício imposto a outro, com indução de doença em criança pelo cuidador.
A Síndrome de Münchausen por procuração, agora classificada como Transtorno Factício Imposto a Outro, é uma forma grave de abuso infantil onde o cuidador simula ou induz doenças na criança. É crucial reconhecer os sinais para proteger a vítima de intervenções médicas desnecessárias e prejudiciais.
A Síndrome de Münchausen por procuração, atualmente denominada Transtorno Factício Imposto a Outro (TFIO), é uma condição psiquiátrica grave e uma forma de abuso infantil. Caracteriza-se pela simulação ou indução intencional de sintomas físicos ou psicológicos em uma criança por seu cuidador, geralmente a mãe, para obter atenção médica e simpatia. Embora rara, sua prevalência é subestimada devido à dificuldade diagnóstica, sendo crucial para residentes reconhecerem essa entidade. A fisiopatologia envolve um complexo transtorno de personalidade do cuidador, que busca gratificação psicológica através do papel de 'herói' ou 'cuidador dedicado'. O diagnóstico é desafiador e exige alta suspeição, especialmente quando há discrepância entre a história clínica e os achados objetivos, doenças recorrentes sem explicação clara, ou melhora da criança quando separada do cuidador. A investigação deve ser minuciosa, excluindo todas as possibilidades orgânicas antes de considerar o TFIO. O tratamento primário é a proteção da criança, que pode envolver a separação do cuidador e intervenção do serviço social. O cuidador necessita de avaliação psiquiátrica e tratamento, embora muitas vezes resista. O prognóstico para a criança depende da precocidade do diagnóstico e da intervenção, pois as vítimas podem sofrer danos físicos e psicológicos graves e duradouros.
Sinais incluem doenças inexplicáveis ou recorrentes que não respondem ao tratamento, discrepância entre a história do cuidador e os achados clínicos, e melhora da criança na ausência do cuidador.
O diagnóstico é clínico, baseado na observação de padrões de doença induzida ou fabricada, após exclusão de todas as causas orgânicas e com evidências de envolvimento do cuidador na simulação.
A conduta inicial envolve a proteção da criança, hospitalização em ambiente seguro, investigação multidisciplinar (médicos, psicólogos, serviço social) e notificação às autoridades de proteção infantil.
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