SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Segundo a AAP (Academia Americana de Pediatria), qual é o principal fator de risco para a síndrome de morte súbita infantil?
Posição ventral (bruços) = maior fator de risco modificável para Síndrome da Morte Súbita do Lactente.
A posição supina (barriga para cima) é a única recomendada para o sono seguro. A posição ventral aumenta drasticamente o risco de reinalação de CO2 e superaquecimento.
A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) é definida como a morte súbita de uma criança com menos de um ano de idade que permanece inexplicada após uma investigação completa. É a principal causa de morte entre 1 mês e 1 ano de vida em países desenvolvidos. O modelo do 'triplo risco' sugere que a SMSL ocorre quando um lactente vulnerável (com defeitos no controle autonômico) é exposto a um estressor externo (como posição ventral ou fumo passivo) durante um período crítico do desenvolvimento. A campanha 'Back to Sleep' (Dormir de Costas) foi um marco na pediatria mundial, reduzindo as taxas de SMSL em mais de 50%. Outros fatores de risco importantes incluem o tabagismo materno durante e após a gestação, prematuridade e o uso de superfícies de sono inadequadas (sofás ou camas macias). O papel do pediatra na orientação das famílias sobre o ambiente de sono é fundamental para a redução da mortalidade infantil.
A posição ventral (de bruços) aumenta o risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) por vários mecanismos: facilita a reinalação do ar expirado (rico em CO2), pode causar obstrução das vias aéreas superiores, prejudica a dissipação de calor (levando ao superaquecimento) e altera o controle autonômico cardiovascular durante o sono.
Além da posição supina, a AAP recomenda: superfície de sono firme e plana, evitar o compartilhamento do leito (co-sleeping), manter o berço livre de objetos macios (travesseiros, protetores, pelúcias), evitar o superaquecimento do bebê e promover o aleitamento materno, que é um fator protetor comprovado.
Sim, o uso de chupeta na hora de dormir é considerado um fator protetor contra a SMSL. A recomendação é oferecer a chupeta após a amamentação estar bem estabelecida (geralmente após 3-4 semanas de vida). Se o bebê recusar ou a chupeta cair durante o sono, não há necessidade de reintroduzi-la.
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